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Brasil Confiança do consumidor brasileiro recua em dezembro

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Resultado foi divulgado pela FGV. (Foto: Reprodução)

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) divulgado nesta sexta-feira (22) pela FGV (Fundação Getulio Vargas) recuou 0,4 ponto em dezembro, para 86,4 pontos. Em relação ao mesmo período no ano anterior, o índice avançou 13,3 pontos.

“O saldo da confiança do consumidor acumulada no ano de 2017 foi positivo e melhor do que 2015 e 2016, mesmo com a ligeira acomodação de dezembro após três meses em alta. Os consumidores continuam melhorando as suas avaliações e projeções sobre a economia, mas o nível de endividamento das famílias, principalmente das de menor poder aquisitivo, leva à cautela nos gastos com bens de alto valor, atuando como um fator limitativo ao consumo “, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em dezembro, os consumidores reduziram a satisfação com a situação atual e mantiveram estáveis as expectativas de curto prazo. O ISA (Índice de Situação Atual) caiu 0,7 ponto, para 73,8 pontos, interrompendo a sequência de quatro altas consecutivas nos meses anteriores. O IE (Índice de Expectativas) variou -0,3 ponto percentual, para 95,7 pontos, mesmo nível de março deste ano.

O indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual avançou pelo quarto mês consecutivo, em 2,1 pontos, alcançando 82,7 pontos. As perspectivas para a situação econômica nos próximos seis meses revelaram-se mais otimistas, com alta de 3,4 pontos do indicador, para 116,7 pontos, o maior nível da série histórica.

As avaliações em relação à situação financeira das famílias foram menos favoráveis. O indicador que mede a satisfação atual dos consumidores caiu 3,4 pontos, para 65,6 pontos. Em dezembro, a confiança recuou em três das quatro faixas de renda pesquisadas. Apenas as famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 registraram alta na confiança, que atingiu o maior nível desde dezembro de 2014 (88,3 pontos). A a maior redução da confiança ocorreu nas famílias com renda de até R$ 2.100, devendo-se à piora das percepções em relação à situação atual.

Construção

O ICST (Índice de Confiança da Construção) da Fundação Getulio Vargas avançou 2 pontos em dezembro, para 81,1 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (84,9 pontos) .

“A contínua melhora da confiança no setor da construção ao longo do ano mostra que, na percepção do empresariado, o pior da crise já passou. A leitura mais favorável a respeito da situação corrente dos negócios avançou especialmente a partir do segundo semestre, o que pode se refletir na atividade setorial nos próximos meses. O segmento de preparação do terreno, que costuma antecipar tendências do setor, vem avançando desde o segundo trimestre. Mais recentemente, outro sinal favorável é o aumento gradual da confiança do segmento de Edificações Residenciais”, avaliou, Itaiguara Bezerra, coordenador da sondagem da FGV.

A alta do ICST em dezembro deveu-se majoritamente às perspectivas de melhora no curto prazo. O IE-CST (Índice de Expectativas) subiu 3,2 pontos, para 92,6 pontos – maior nível desde março de 2014 (96 pontos). Os dois quesitos que integram esse subíndice avançaram, com destaque para o indicador que projeta a tendência para a demanda nos próximos três meses, que variou 3,5 pontos, para 91,7 pontos.

 

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