Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Confirmada a construção de shopping na Câmara dos Deputados

Compartilhe esta notícia:

Devido à pressão e ameaças até de derrubada da MP que compõe o ajuste fiscal do governo, Cunha permitiu que o artigo sobre a construção do shopping fosse analisado separadamente. Foto: Andre Coelho/AG

Ainclusão de um artigo na MP (medida provisória) 668 para que o Congresso Nacional possa realizar obras por meio de parceria público-privada colocou governistas e oposicionistas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, apesar das críticas, saiu vitorioso.

Aliados de Cunha embutiram o dispositivo na MP  desenhada para aumentar  tributos de produtos importados, cujo texto-base foi aprovado na terça-feira. O PSOL apresentou um destaque
para retirar o trecho que  se refere à parceria público-privada. No entanto, o presidente da Câmara decidiu arquivar o pedido que poderia inviabilizar seu projeto de construção de um novo complexo com gabinetes, lojas e salas comerciais.
Ele alegou que o partido expulsou recentemente o deputado federal Cabo Daciolo (RJ) e, por isso, a legenda passou a ter apenas quatro parlamentares, deixando de ser bancada. Isso, ainda de acordo com o presidente da Câmara, impede o PSOL a apresentar destaques. Assim, informou que a emenda do partido deixou de existir.
Deputados da oposição e alidados ao Palácio do Planalto se uniram em meio a fortes críticas direcionadas a Cunha. O presidente da Câmara, então, recuou. Diante da pressão e ameaças até de derrubada da medida provisória que compõe o ajuste fiscal do governo, Cunha permitiu que o artigo sobre a construção do “shopping”, como é chamado o novo edifício, fosse analisado separadamente. “Um procedimento excepcional”, ressaltou.

Na votação, os deputados decidiram, por maioria, manter o trecho.
Responsável pelos serviços administrativos, o primeiro secretário da Câmara,  deputado Beto Mansur (PRB-SP), defendeu o “jabuti”, termo dado a artigos sem relação com o propósito inicial do texto. De acordo com ele, o trecho foi incluído para que a alteração na lei fosse aprovada de forma mais ágil. “Precisamos mudar esse texto para ter tranquilidade jurídica para que possamos receber propostas das empresas”, disse.
O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), comparou Cunha ao ditador soviético Josef Stálin quando ele disse que considerava que não existiu a sugestão do PSOL. “O nosso destaque não existiu? Lembrou Stalin, que reescrevia a história e modificava fotografias, apagando a imagem de desafetos”, disse Alencar, em tom de ironia.

Ele disse ainda que Cunha surrupiou do plenário a apreciação do artigo de forma golpista e venenosa em uma manobra arquitetada por uma assessoria de sabujos.
O deputado Silvio Costa (PSC-PE) acusou Cunha de ser “ditador” e achar que é “dono” da Câmara. “O senhor tem que retirar esse ‘jabuti’ desse seu shopping mal-assombrado”, disse, em referência ao centro comercial que poderá ser construído anexo à Câmara por meio de PPP.

O líder da bancada do PSDB, Carlos Sampaio (SP), também criticou a atitude do presidente da Câmara e afirmou que tem coisas que são legais, mas imorais.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) disse que, como a Câmara não havia avaliado o artigo sobre as PPPs, ele não poderia ser votado no Senado. “Se essa parceria público-privada for fechada, ela será ilegal, porque o texto foi aprovado com ressalvas. Então, não pode seguir para o Senado”, afirmou.

“Eu não vou recuar da interpretação correta do regimento”, rebateu Cunha. A votação da medida provisória chegou a ser interrompida diversas vezes por discursos inflamados de parlamentares contrários ao que chamaram de arbitrariedade de Cunha.

Sete partidos, entre eles o PSDB, DEM, PDT, SD, PROS, PPS e PSOL, entraram em obstrução, recurso em que a presença dos deputados dessas siglas não é contabilizada, podendo inviabilizar uma votação por baixo quorum. (Folhapress e AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Decisão de juízes sobre pedófilo viola tratados internacionais
Após sugerir que deputado estava vivo, presidente da CPI desiste de exumação do corpo
Pode te interessar