Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Flavio Pereira | 23 de julho de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Confirmado ontem como candidato ao Palácio Piratini na convenção estadual do PL, o deputado federal Luciano Zucco anunciou que uma prioridade será renegociar a dívida com a União, “que torna o estado ingovernável”. A convenção foi realizada no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa. Zucco disse que “além da falta de gestão, o estado precisa resolver o problema da dívida, e sobre essa pauta eu já estou dialogando com os governadores Jorginho Mello (Santa Catarina) e Tarcísio de Freitas (São Paulo)”. Segundo ele, “com a eleição do senador Sergio Moro para governador no Paraná, teremos mais um aliado nessa luta, que também inclui a aprovação da PEC do Fundo Constitucional”. Ele defendeu ainda um diálogo forte politicamente em Brasília para a defesa dos produtores rurais e dos investimentos em logística de que o estado precisa.
Zucco criticou a gestão do governo gaúcho na crise climática, citando o recente exemplo, quando falharam os mecanismos de alerta e prevenção da Defesa Civil: “Vamos investir pesado no fortalecimento da Defesa Civil, para que não se repitam episódios como esse que aconteceu no estado, com o governo levando pânico para a população com informações equivocadas”.
Ele mencionou a sua pré-candidata a vice, Silvana Covatti, considerando importante o fato de ter ao lado “não apenas uma mulher, mas uma cidadã experiente, primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa e alguém que conhece como ninguém todo o Rio Grande do Sul”.
Flávio Bolsonaro: “O Governo Federal abandonou o povo gaúcho quando ele mais precisava”
Uma surpresa ontem na convenção do PL gaúcho, que confirmou a candidatura do deputado federal Luciano Zucco para governador, foi a mensagem ao vivo do pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro.
Pelo telefone, Flávio Bolsonaro garantiu que “ninguém vai ficar sozinho, e esse é mais um legado do presidente Jair Bolsonaro”. Ele alertou que “não adianta só votar no presidente da República, tem que votar de ponta a ponta: governador, senadores, deputados federais e estaduais alinhados com os princípios que nós defendemos”. Flávio Bolsonaro prometeu que “a gente vai mudar a legislação para colocar vagabundo perigoso preso na cadeia. Vamos devolver o poder de compra aos brasileiros e, principalmente, honrar o povo gaúcho, que, no momento mais difícil, viu o governo federal abandonar o estado. Foi o povo pelo povo, que teve que se virar. E isso vai mudar em 2027”, prometeu. Lembrou que “o próximo presidente vai nomear quatro ministros para o Supremo, e isso será fundamental para consolidar a democracia”.
“Que Deus abençoe o Zucco, nosso candidato a governador, e os amigos Sanderson e Marcel van Hattem, candidatos ao Senado. Eu preciso de todos vocês para governar o Brasil”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Cherini projeta eleição de 12 deputados estaduais e 8 federais pelo PL
Presidente regional do PL, o deputado federal Giovani Cherini lembrou o crescimento do partido, que assumiu há dez anos. Hoje, com sete deputados federais e cinco deputados estaduais, Cherini projeta que o partido pretende eleger 12 deputados estaduais e 8 federais, além de um senador. Ontem foram apresentados 32 candidatos a deputado federal, sendo 18 mulheres, e 56 para a Assembleia Legislativa, sendo 11 mulheres.
Na plateia, Cezar Schirmer
Presente na plateia durante a convenção estadual do PL, o ex-deputado federal Cezar Schirmer, atual secretário de Planejamento e Gestão de Porto Alegre e conselheiro da campanha de Zucco a governador, foi saudado pela pré-candidata a vice, Silvana Covatti, que elogiou sua presença, destacando a experiência política em sua longa caminhada. Schirmer está licenciado do MDB.
Lula sobre tarifa de 25% sobre exportações: “Há males que vêm para bem”
Surfando no ganho político que a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras trouxe para sua candidatura, o presidente Lula disse ontem que “há males que vêm para bem”.
A declaração foi feita durante anúncio de linhas de crédito para o Plano Brasil Soberano, no Palácio do Planalto.
A 3ª edição do Plano Brasil Soberano, criado por medida provisória, destina R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e por conflitos no comércio internacional. São R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional, provenientes de recursos não utilizados de programas anteriores, e R$ 5 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Agora é lei: natureza alimentar dos honorários advocatícios
Saudada pelo presidente da OAB gaúcha, Leonardo Lamachia, como mais uma grande conquista dos advogados, foi publicada ontem (22) a Lei 15.472/2026, que reconhece a natureza alimentar dos honorários advocatícios — ou seja, atesta que essas verbas são destinadas a prover o sustento dos advogados.
Sancionada pelo presidente Lula na terça-feira (21), a norma altera o Estatuto da Advocacia e formaliza algo que já era amplamente aceito pelos tribunais.
A nova lei diz que “honorários decorrentes da prestação de serviço profissional constituem direito dos inscritos na OAB, têm natureza alimentar e gozam dos mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sejam eles convencionados, fixados ou arbitrados por ato judicial ou de sucumbência”.
A invasão chinesa é mais grave que o tarifaço dos EUA, afirma diretor da Abimaq
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, advertiu que “a China está crescendo no Brasil em todos os mercados. Se a gente for comparar, o problema da ‘invasão’ chinesa é muito mais grave que o tarifaço.” Ele afirma ser contra a retaliação, mas se mostra preocupado com o que classifica de “invasão chinesa”.
“A China está crescendo no Brasil em todos os mercados, e, se a gente for comparar uma coisa com a outra, o problema da invasão chinesa é muito mais grave do que a questão do tarifaço. E o Brasil, e nós, a indústria manufatureira, temos um problema, porque o Brasil depende de exportação para a China. Então, quando a gente pega o agro, a pecuária, a mineração, o petróleo e a celulose, que são setores que exportam muito para a China, eles não querem retaliação com a China, então eles invadem o Brasil”, afirma o dirigente da Abimaq.
* Flavio Pereira (Instagram: @flaviorrpereira)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!