Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de dezembro de 2025
As chances de desempregados na Alemanha encontrarem trabalho nunca foram tão baixas, segundo a chefe da Agência Federal de Emprego do país, Andrea Nahles.
“Temos um indicador que mostra qual é a probabilidade de pessoas desempregadas conseguirem um emprego novamente”, disse ela ao portal de notícias alemão web.de. “O valor normalmente é em torno de 7, mas agora está em 5,7 – mais baixo do que nunca.”
“O mercado de trabalho se encontra estagnado há meses”, prosseguiu, com “nenhum impulso chegando”. Segundo ela, trabalhadores bem qualificados têm as melhores chances, e as dificuldades são maiores para os jovens que buscam ingressar no mercado.
Integrante da cúpula do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), ela é crítica de uma proposta reforma dos benefícios de assistência social que incluiria priorizar a colocação de quem está desempregado.
“Do meu ponto de vista, essa regra pode realmente se tornar problemática se não houver atenção ao perfil de qualificação de cada pessoa desempregada.” O debate sobre benefícios sociais não deve ignorar o mercado de trabalho, na sua opinião.
Desemprego recorde
Em agosto, o desemprego na Alemanha ultrapassou 3 milhões de pessoas pela primeira vez em mais de dez anos. No mesmo mês, 631 mil vagas de emprego foram abertas, 68 mil a menos do que no período do ano anterior.
O desemprego pressiona a coalizão governista a encontrar soluções rápidas num momento em que a economia alemã se vê numa corda bamba. O chanceler federal, Friedrich Merz, diz que o tema está no foco da sua gestão.
Ao mesmo tempo, a Alemanha tem hoje um déficit de mão de obra qualificada para setores específicos, como o de cuidadores em hospitais ou lares de idosos, levando o governo a recrutar imigrantes, incluindo no Brasil.
Um total de 3,02 milhões de pessoas estavam desempregadas em agosto, em termos não ajustados sazonalmente, com um aumento de 46.000 no número de pessoas sem trabalho em relação ao mês anterior.
“O mercado de trabalho ainda é moldado pela recessão econômica dos últimos anos”, disse Andrea Nahles.
A Alemanha vem lutando contra uma economia persistentemente fraca, e as tarifas de importação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem levar a um terceiro ano sem crescimento pela primeira vez.
A taxa de desemprego ajustada sazonalmente permaneceu em 6,3%, em linha com a previsão dos analistas em uma pesquisa da Reuters.
Mas a demanda por mão de obra está diminuindo. Havia 631 mil vagas de emprego em aberto em agosto, 68.000 a menos do que há um ano. As informações são da emissora internacional de notícias da Alemanha Deutsche Welle e da CNN.
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