Quinta-feira, 26 de março de 2026
Por Redação O Sul | 22 de março de 2026
O levantamento também aponta mudanças no perfil dos usuários.
Foto: UnsplashO percentual de brasileiros que afirmam já ter experimentado alguma substância psicoativa de uso proibido ao menos uma vez na vida aumentou de 10,3% para 18,8% em um intervalo de 11 anos. Os dados constam no III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo.
Considerado uma das principais referências epidemiológicas sobre o tema no país, o estudo indica que o avanço no consumo de drogas ilícitas foi puxado principalmente pela maconha, acompanhando uma tendência observada em países ocidentais.
Coordenadora da pesquisa, a psicóloga Clarice Madruga afirma que o aumento já era esperado, especialmente pelo longo intervalo entre as edições do levantamento — a anterior havia sido realizada em 2012 com a mesma metodologia — e pelas mudanças na percepção social sobre os riscos associados à droga.
Segundo a pesquisadora, em 2012 o Brasil apresentava baixa prevalência no consumo de maconha em comparação internacional, enquanto substâncias como cocaína e crack tinham maior destaque. Ao longo dos anos, esse cenário mudou.
“O que parece ter ocorrido nesse período é um aumento no uso ao longo da vida, mas não necessariamente no consumo recente. Isso sugere que houve crescimento em algum momento, seguido de estabilização. Ainda assim, o avanço observado é explicado principalmente pela cannabis, que antes estava muito abaixo da média internacional”, afirma.
Clarice destaca que esse movimento não é exclusivo do Brasil. “Em diversos países ocidentais, esse aumento ocorreu antes. Aqui, ele se consolidou ao longo da última década, fazendo com que o consumo se aproximasse da média internacional”, acrescenta.
O levantamento também aponta mudanças no perfil dos usuários. Embora o consumo continue mais elevado entre homens, o crescimento entre mulheres adultas chama atenção. Nesse grupo, o uso de qualquer droga ilícita ao longo da vida quase dobrou, passando de 7% para 13,9%.
Uma das hipóteses levantadas pela pesquisadora é a percepção equivocada de que a cannabis pode ajudar a reduzir ansiedade e estresse. “Existe um entendimento social distorcido de que a maconha teria efeito calmante. No entanto, dependendo da substância e da potência atual, pode ocorrer o oposto, com aumento do risco de transtornos ansiosos”, explica.
Apesar disso, a especialista ressalta que essa é apenas uma hipótese e que ainda são necessários estudos mais aprofundados para compreender os fatores que explicam o crescimento mais acentuado entre o público feminino.
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Eloah! Na cama te esclarecer-ei-vos selfie. Droga é política de Estado. Entra no país por decisão Colegiada de partidos. O fundamento é cadastro e pretenso enquadramento da população. Como assim, se o PRÉ CONCEITO é a bandeira do neoliberalismo. Não há motivos para aprisionamento. O pedagógico lúdico e a psiquiatria para viciados por excesso, alimentar masturbatótio celulódico [o andróide acorda neste pontooo]. E qd dizem novos estudos significa 10 anos de inércia regulamentória. Cuidado nos comentários sem direção. FHC deixou claro: A população vai gerar empregos para a AREA LIBERAL.
Liberaram querem o que?? Não foi isso que os ministros fizeram???
Moça inteligente: Libera o consumo de substância ilegal; tem no Atacadão? Então, para obter, vc cai no mundo do FORA DA LEI. Se comprar, vc é do Comando vendedor… Consumo é tolerado #quadrilha.. Ei, Moça de 15 querem transar, o homem de 18 q satisfaz a Moça é ESTUPRADOR. Ahá! Está nuance da lei ao terceirizado [é mamãe q quer filha “ESPERTA” aos pagadores de pensão HOMENS], assim até Homens e Mulheres Acordarem para as POLITICAS DE ESTADO CONTRA O CIDADÃO… ab.