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Geral Consumo de etanol cresce 32% e bate recorde no País

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Segundo a ANP, a procura por etanol cresceu em 25 Estados e no DF. (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

Os motoristas reagiram ao aumento dos preços da gasolina, no início do ano, e ampliaram o uso de etanol hidratado nos tanques dos automóveis. Conforme levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as vendas do biocombustível das distribuidoras aos postos somaram 5,4 bilhões de litros de janeiro a abril, 32,6% mais que nos primeiros quatro meses de 2014 e maior nível da história constatado para o período.

Em São Paulo, o volume de hidratado entregue pelas distribuidoras às revendas cresceu quase 28% e superou a marca de 3 bilhões de litros. No Estado, o etanol se manteve mais competitivo do que a gasolina durante todo o primeiro quadrimestre. Conforme especialistas, os condutores têm vantagem em encher o tanque com hidratado quando o litro do produto equivale a até 70% do preço fixado para a gasolina.

Outros Estados nos quais os custos do etanol se mantiveram competitivos, sobretudo após a volta da cobrança da Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina, em fevereiro, foram Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com São Paulo à frente, o grupo foi responsável por vendas de 4,5 bilhões de litros de janeiro a abril. De acordo com a ANP, no período a demanda por hidratado cresceu em 25 dos 26 Estados brasileiros e também no Distrito Federal. O Amapá foi a exceção.

Defasagem

Com o aumento da demanda, o etanol representou 30,3% das vendas de combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol hidratado) em abril. A maior fatia registrada até hoje foi de 41,7% em setembro de 2009. Agora, o comportamento do mercado dependerá da política de reajustes da gasolina, pois voltou a ocorrer defasagem entre custos domésticos e externos do produto. Segundo o diretor da trading Bioagência, Tarcilo Rodrigues, há espaço para a gasolina subir mais 50 centavos. Na semana passada, a média do litro alcançou 3,1 reais na capital paulista. (Folhapress e AG)

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