Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

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Capa – Magazine Contrabandista preso vendeu peças de arte ao museu Metropolitan, de Nova York

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O Metropolitan Museum of Art, de Nova York, informou que não achava que as peças eram foco de suspeita. (Foto: Divulgação)

Oficiais do governo indiano e do Metropolitan Museum of Art, de Nova York (EUA), estão discutindo se um número de antiguidades premiadas que o museu começou a adquirir há três décadas é produto de saques vendido por Subhash Kapoor, acusado de ser um dos mais prolíficos contrabandistas de artefatos roubados do mundo. As informações são do jornal The New York Times.

Desde 1990, o Met adquiriu cerca de 15 antiguidades que passaram pelas mãos de Kapoor durante um período em que, segundo as autoridades, sua rede de contrabando era ativa e ele rotineiramente vendia ou doava artefatos raros e caros para pelo menos uma dúzia de museus americanos. As discussões são parte de um esforço da Índia para recuperar algumas das dezenas de milhares de ídolos sagrados e relíquias saqueados no último meio século por uma variedade de contrabandistas e invasores.

No mês passado, autoridades de Nova York acusaram Kapoor de 86 crimes, no valor de US $ 145 milhões em antiguidades ilegais desde 1974. As primeiras que chegaram ao Met foram um conjunto de chocalhos de terracota do século I, na forma de Yaksha, um espírito da natureza. A última peça relacionada a Kapoor a entrar na coleção, uma dançarina celestial do século XI esculpida em arenito, surgiu em 2015.

Cada um dos 15 objetos foi presenteado ou vendido ao Met por Kapoor ou obtido de colecionadores que os adquiriram do negociante ou de sua galeria em Nova York. Nenhuma das provas para os itens do Met, como mostrado no site do museu, menciona um proprietário anterior a Kapoor.

Mais de 50 mil roubos

Anos atrás, quando as autoridades descobriram a atividade real do marchand, o Met disse que não achava que suas peças eram o foco da suspeita. Mais recentemente, funcionários do museu mudaram de ideia e começaram uma revisão mais completa das antiguidades adquiridas de Kapoor.

Estamos buscando mais informações sobre a origem das peças”, disse o museu em um comunicado.

Autoridades indianas aplaudiram a revisão: “É uma boa iniciativa”, disse D.M. Dimri, porta-voz do Serviço de Pesquisas Arqueológicas da Índia, agência responsável por proteger os objetos e monumentos do país. “Esperamos que outros museus sigam o exemplo e confirmem a origem de suas aquisições, caso tenham nossas antiguidades roubadas.”

O Museu de Arte do Condado de Los Angeles recentemente tirou de exposição peças com proveniência duvidosa. Embora nenhuma delas seja ligada a Kapoor, autoridades indianas dizem que ajudam a esclarecer a extensão do saque que seu país experimentou desde a independência da Grã-Bretanha em 1947. A Unesco calcula que mais de 50.000 ídolos, ícones, artefatos e antiguidades foram roubados da Índia.

Kapoor foi preso pela primeira vez em 2011, na Alemanha, e desde então foi julgado na Índia pelos crimes. Em julho, ele foi extraditado para os EUA, onde segue atrás das grades. Desde sua prisão, pelo menos 10 museus americanos, incluindo o Museu de Arte de Toledo, o Museu de Arte de Honolulu e o Museu de Arte Samuel P. Harn da Universidade da Flórida, descobriram itens que remetiam a ele.

Desde 2016, cerca de 40 foram devolvidos à Índia, mas nenhum ainda para os templos e santuários de onde se originaram.

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