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Brasil Convenção deve marcar o início da saída do PMDB do governo

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Michel Temer
Temer foi reeleito presidente nacional do PMDB (Foto: Divulgação)

Apesar dos esforços do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter o apoio do PMDB, a convenção nacional do partido, que ocorre neste sábado (12), deve marcar o início do desembarque da sigla do governo.

Segundo parlamentares peemedebistas, não haverá um rompimento oficial com a presidenta Dilma Rousseff, mas poderá ser aprovada uma moção por maior independência do partido e um documento que libere os votos no processo de impeachment da petista. “Não vai ter mudança do status quo na convenção do PMDB. Mas deve ter moção de impeachment, de afastamento”, disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira.

As moções que estão sendo preparadas por diferentes alas do PMDB vão desde a defesa do desembarque total do partido do governo até pedido de maior distanciamento. A tendência é que seja escolhido um meio termo com defesa de, além de liberdade no processo de impeachment, independência nas demais votações no Congresso.

“Nós estamos trabalhando. Vai ser a convenção mais oposicionista da história de 11 anos que estamos com o PT. Vamos apresentar inúmeras moções, e uma delas vai ser o afastamento do governo, e independência nas votações. O PMDB, se continuar com o PT, vai morrer afogado com ele”, disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos defensores do rompimento com o governo.

A convenção também servirá para eleger a nova direção do PMDB. A expectativa é de que o atual presidente nacional da sigla, Michel Temer, vice-presidente da República, seja reeleito. (AG)

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