Terça-feira, 26 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Convite a líderes do G20 sugere que a Índia planeja mudar de nome

Compartilhe esta notícia:

No próximo fim de semana, o governo de Nova Déli sediará uma cúpula do G20 e um jantar para chefes de Estado. (Foto: Reprodução)

Rumores circulavam nessa terça-feira (5) de que autoridades indianas pretendiam deixar de utilizar oficialmente a denominação inglesa de seu país, Índia, ao mencionarem “Bharat” em um convite aos líderes do G20.

No próximo fim de semana, o governo de Nova Déli sediará uma cúpula do G20 e um jantar para chefes de Estado. O convite para o evento, porém, é feito pelo “presidente do Bharat”, Narendra Modi, atual primeiro-ministro indiano.

Bharat é um dos nomes oficiais do país na sua Constituição e remonta a antigos textos hindus escritos em sânscrito. O primeiro-ministro costuma utilizá-lo, e os membros de seu partido, o BJP (nacionalista hindu), criticam a denominação “Índia”, imposta pelo Reino Unido.

Segundo a rede de televisão News18, fontes governamentais anônimas afirmaram que os deputados do BJP poderiam apresentar uma resolução para dar proeminência ao uso oficial de “Bharat”.

Durante décadas, os governos indianos tentam apagar as marcas da era colonial britânica, renomeando ruas e até cidades.

O governo de Modi mandou excluir nomes islâmicos de locais impostos sob o Império Mongol, que precedeu a colonização britânica. Parte da população denunciou a medida como uma tentativa de estabelecer a supremacia da religião hindu, majoritária no país.

Carta aberta

Em outra frente, um grupo de quase 300 milionários, economistas e políticos de quase todos os países do G20 divulgou nessa terça-feira (5) uma carta aberta em que pede o aumento dos impostos contra os chamados “super-ricos”.

No documento, os signatários afirmam que o “acúmulo de riqueza extrema por parte dos indivíduos mais ricos do mundo se tornou um desastre econômico, ecológico e de direitos humanos, ameaçando a estabilidade política em todo o planeta”.

A iniciativa é promovida pelas organizações Oxfam, Patriotic Millionaires, Earth 4 All, Millionaires for Humanity e Institute for Policy Studies, em vista da cúpula de líderes do G20 em 9 e 10 de setembro, na Índia.

O grupo reúne 19 países mais a União Europeia, e o apelo é voltado a estabelecer um novo acordo internacional sobre a taxação de grandes patrimônios, após a fortuna dos bilionários ter mais que dobrado, de US$ 5,6 trilhões a US$ 11,8 trilhões, em uma década.

Entre os signatários da carta estão a herdeira e filantropa Abigail Disney, ex-primeiros-ministros de Bulgária, Croácia, República Tcheca e Romênia e o economista Thomas Piketty.

Segundo o documento, para cada dólar de arrecadação fiscal em escala global, apenas quatro centavos são provenientes de impostos patrimoniais. Com as regras atuais, metade dos milionários do mundo não estará sujeita a nenhum imposto de sucessão.

“Esperamos que o apelo ao G20 não caia no vazio e estimule ações por parte dos governos. Não é fácil, mas vale a pena”, disse o assessor de justiça fiscal da Oxfam Itália, Mikhail Maslennikov. As informações são das agências de notícias AFP e Ansa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

É falso que decreto aumentou alíquota do Imposto de Renda de 27,5% para 35%
Promessas do candidato favorito nas pesquisas à Presidência da Argentina esbarram nos limites da Constituição do país
Pode te interessar