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Economia Cooperativas reforçam pedido de 330 bilhões de reais para o Plano Safra 2022/2023

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Representantes de cooperativas agropecuárias e de crédito se reuniram com o ministro da Agricultura. (Foto: Guilherme Martimon/Mapa/Ocepar)

Representantes de cooperativas agropecuárias e de crédito reforçaram ao ministro da Agricultura, Marcos Montes, o pedido de R$ 330 bilhões para o próximo Plano Safra, 2022/2023, 31% acima do montante do Plano Safra 2021/2022. As entidades tiveram reunião com o ministro na segunda-feira (2), em Brasília (DF).

Segundo nota da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Montes disse que as propostas do cooperativismo são a “espinha dorsal” do que a pasta planeja para o Plano.

“Destaco duas premissas, a elevação do montante de recursos alocados para a equalização de taxas de juros e a concentração de negócios. E o aumento de 31% dos recursos, solicitado pelas cooperativas, acompanharia a elevação dos juros e dos custos de produção, ou seja, os números colocados hoje batem com os nossos”, disse Montes.

Cenário

Sobre concentração de negócios, o ministro se referiu ao cenário retratado pelas entidades sobre a consolidação do segmento de revendas e cerealistas por fundos.

Dos R$ 330 bilhões, R$ 234 bilhões deveriam ser destinados ao custeio da safra e comercialização e R$ 97 bilhões a investimentos, conforme as cooperativas. Elas também pedem elevação dos porcentuais de depósito à vista e de poupança rural destinados ao crédito rural (hoje 25% e 59%, respectivamente) e mais dinheiro para equalização das taxas.

O presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas, pediu que “ao menos 30%” dos recursos do Plano tenham taxas de juros controlados.

Lopes de Freitas agradeceu ao ministro da Agricultura pela disposição em dialogar com o setor cooperativista. “A forte presença das lideranças nesta reunião mostra a esperança e a preocupação em dar um processo de continuidade sólida para o desenvolvimento da agropecuária”, disse. O dirigente afirmou ao ministro que os representantes das cooperativas estão cientes das dificuldades orçamentárias para a composição do crédito rural. “Estamos aqui para ajudar a encontrar soluções, para viabilizar uma linha de recursos para a equalização da safra. Estamos prontos para respaldar o Ministério, conte com a gente para agir, convencer, argumentar tecnicamente, para que haja recursos para nossa agricultura.”

“Consideramos importante que ao menos 30% dos recursos para o Plano Safra sejam com taxas de juros controlados. Sem esse suporte, é como estar num rio sem visualizar as margens, o setor fica sem referência”, afirmou.

Já o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a necessidade de crédito para investimentos, argumentando que apenas cooperativas do Paraná pretendem investir em torno de R$ 30 bilhões até 2026.

Segundo Ricken, buscar recursos no mercado não é atrativo, porque tanto bancos quanto o mercado de capitais ainda não oferecem linhas com prazos superiores a cinco anos de forma competitiva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Ocepar.

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