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Rio Grande do Sul Com Copa do Mundo e férias internacionais, governo do RS amplia alerta para casos importados de sarampo

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Todas as pessoas com idades entre 12 meses e 59 anos têm indicação para vacinação contra a doença. (Foto: Arquivo/Ministério da Saúde)

Quem viajou recentemente ao exterior ou pretende viajar nos próximos meses deve redobrar os cuidados contra o sarampo. Embora o Rio Grande do Sul não tenha registrado casos confirmados da doença em 2026, o aumento do fluxo internacional de pessoas após a Copa do Mundo e durante o período de férias de inverno eleva o risco de introdução do vírus no Estado.

Atualmente, o sarampo segue em ampla circulação em diversos países das Américas, incluindo Estados Unidos, Canadá e México, que sediaram o Mundial deste ano. Diante desse cenário, manter a vacinação em dia e buscar orientação médica ao surgimento de sintomas são atitudes fundamentais para proteger a saúde individual e coletiva.

A principal medida de proteção é verificar a carteira de vacinação e atualizar as doses, se necessário. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, mas pode ser prevenido por meio da vacina. Todas as pessoas com idade entre 12 meses e 59 anos têm indicação para vacinação contra a doença.

Quem não possuir registros das doses é considerado indivíduo não vacinado. Crianças, adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a imunização de acordo com a situação vacinal e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.

Para quem pretende viajar, a orientação é procurar um serviço de saúde com antecedência. A vacina deve ser aplicada, no mínimo, 15 dias antes do embarque para garantir a proteção adequada. Atualmente, duas vacinas estão disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que também inclui proteção contra a varicela.

Esquemas vacinais

A vacinação contra o sarampo varia conforme a faixa etária e o grupo populacional.

Crianças de 12 meses a menores de cinco anos devem receber a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses, com a vacina tetraviral ou com a combinação da tríplice viral e da vacina monovalente contra a varicela.

Pessoas de cinco a 29 anos devem completar o esquema com duas doses da vacina tríplice viral, enquanto aquelas com idade entre 30 e 59 anos precisam de uma dose.

Para os trabalhadores da saúde, a recomendação é de duas doses da tríplice viral. Já as gestantes não devem receber a vacina durante a gravidez, por ser contraindicada nesse período. Caso não tenham sido vacinadas ou estejam com o esquema incompleto, a imunização deve ser feita no puerpério.

Casos pelo mundo

O cenário internacional mantém o sarampo em alerta. Em 2026, mais de 24 mil casos e 72 mortes pela doença já foram registrados em 17 países. Os maiores números foram registrados no México, com 12.225 casos e 44 óbitos, seguido pelos Estados Unidos (2.260 casos), Canadá (1.102), Peru (989) e Guatemala, que enfrenta um surto desde o ano passado com mais de 28 mil casos até o momento. Nos Estados Unidos e no Canadá, mais de 90% dos casos ocorreram entre pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

No Brasil, até 20 de julho deste ano, foram confirmados 14 casos de sarampo. As ocorrências incluem casos importados ou relacionados à importação registrados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Exames laboratoriais indicaram que o vírus identificado em parte dessas ocorrências é o mesmo que predomina atualmente nas Américas, reforçando a relação com a circulação internacional da doença

Sintomas 

A atenção também deve continuar após o retorno da viagem. Pessoas que apresentarem febre e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite, devem procurar atendimento médico imediatamente, especialmente se estiveram em países com circulação do vírus ou tiveram contato com viajantes.

Outro sinal de alerta é o surgimento desses sintomas entre sete e 21 dias após uma viagem internacional, período compatível com a incubação da doença. A procura rápida por atendimento ajuda a evitar a transmissão para outras pessoas e permite a adoção precoce de medidas de controle.

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