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Colunistas Coragem para escolher

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Porto Alegre tem suas estações, mas o que de fato define o calendário da cidade é o Fórum da Liberdade. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Porto Alegre tem suas estações, mas o que de fato define o calendário da cidade é o Fórum da Liberdade. Mais do que um evento, ele se tornou uma bússola intelectual para quem acredita que liberdade, responsabilidade e livre mercado são mais que conceitos: são princípios inegociáveis.

Em 2025, mais uma vez, a capital gaúcha mostrou por que é referência quando o assunto é pensar o Brasil fora da caixa estatista. Sob o tema “Coragem para Escolher”, o Fórum nos lembrou que escolher, num país dominado por narrativas paternalistas, exige coragem sim. Coragem para ir contra o consenso fabricado, contra o politicamente correto, contra a velha ideia de que o Estado deve ser tutor da sociedade.

Com mais de 70 palestrantes e três palcos simultâneos, o Fórum foi um banho de lucidez em um país frequentemente intoxicado por promessas populistas e soluções mágicas com dinheiro dos outros. As discussões passaram por economia, política, empreendedorismo, educação e cultura — tudo com o tempero certo de quem não tem medo de dizer que liberdade individual vem antes da vontade coletiva.

A participação dos governadores Eduardo Leite e Romeu Zema simbolizou bem os dois Brasis que disputam o futuro. Enquanto Leite tentou se equilibrar no discurso centrista que agrada a poucos e confunde muitos, Zema foi direto, coerente e fiel ao seu compromisso com a liberdade econômica e a redução do peso do Estado — sendo, por isso, justamente aplaudido.

Já o deputado Nikolas Ferreira trouxe o tom de indignação que muitos brasileiros sentem, mas não encontram espaço para expressar. Denunciou o ativismo judicial, defendeu a liberdade de expressão sem vírgulas e lembrou que o Brasil não está vivendo uma normalidade democrática. O auditório lotado não só ouviu: vibrou. Porque ali, sim, o pensamento não está algemado ao medo do contraditório.

Os prêmios também foram emblemáticos. Silvio Santos — um gigante do empreendedorismo brasileiro e símbolo da liberdade de expressão popular — foi homenageado in memoriam com o Prêmio Liberdade de Imprensa. Um reconhecimento à sua trajetória e à ousadia de criar, comunicar e prosperar fora do círculo estatal. Já o Prêmio Libertas foi entregue a Leonardo Fração, uma liderança que tem contribuído para que a liberdade prospere também na esfera institucional.

Mas o Fórum da Liberdade vai além do conteúdo. Ele representa uma atmosfera. Um ambiente onde jovens estudantes debatem com empresários, onde ideias conservadoras e liberais se encontram, onde o livre mercado não é um palavrão — mas um caminho. Em tempos em que o Estado tenta controlar do que você consome à forma como você pensa, estar num evento onde se fala abertamente sobre responsabilidade individual, meritocracia e limites ao poder é uma lufada de ar fresco.

Enquanto boa parte da mídia e das universidades insiste em doutrinar, o IEE insiste em educar. Enquanto o populismo ganha palanques, a liberdade encontra palcos. E, nesse cenário, Porto Alegre brilha como capital do pensamento livre — aquela que escolhe o mérito ao invés da esmola, a autonomia em vez da tutela, a coragem em vez do conformismo.

* Vocês não organizaram apenas um evento. Vocês reacenderam uma chama. Vocês mantêm viva uma ideia que merece ser vivida: a de que pensar diferente é um ato de coragem, e escolher ser livre, um dever diário.

Que Porto Alegre continue sendo esse farol — onde pensar diferente não é crime, e onde escolher ser livre é mais do que um direito: é um dever.

Fórum da Liberdade: nos vemos em 2026.

Felipe Beck

* Instagram: @felipebeck

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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