Quinta-feira, 16 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2018
O ditador norte-coreano Kim Jong-un disse a diplomatas da Coreia do Sul que está disposto a iniciar um diálogo com os Estados Unidos sobre o fim de seu programa nuclear e que aceita suspender os testes de mísseis durante as negociações. A informação foi divulgada nesta terça-feira (06) por Chung Eui-yong, chefe da delegação sul-coreana que se encontrou na segunda-feira (05) com Kim em Pyongyang.
Segundo ele, o governo norte-coreano teria dito que não há necessidade de manter seu programa nuclear caso receba garantias internacionais de que o país não sofrerá um ataque militar e que o atual regime será respeitado.
“A Coreia do Norte afirmou claramente que está disposta a se desnuclearizar” disse o sul-coreano em nota. “O regime norte-coreano deixou claro que não tem razão para manter armas nucleares se a ameaça militar ao Norte for eliminada e forem dadas garantias de segurança.”
Caso a declaração seja confirmada por Pyongyang, será a primeira vez, desde que Kim chegou ao poder em 2011, que ele sinaliza a possibilidade de abrir mão de seu programa nuclear. Chung afirmou ainda que o ditador norte-coreano aceitou se encontrar com o presidente sul-coreano Moon Jae-in. A reunião deverá acontecer no fim de abril na fronteira entre os dois países.
Encontro
Uma delegação da Coreia do Sul se reuniu na segunda-feira com o ditador norte-coreano em Pyongyang, em uma tentativa de retomar as negociações para diminuir a tensão na península e com os EUA.
A Casa Branca e o regime comunista expressaram a disposição de conversar, mas o presidente americano, Donald Trump, exige que Pyongyang abra mão de suas armas nucleares. Em resposta, a Coreia do Norte disse que não dialogará com precondições e descartou interromper seu programa atômico.
A delegação sul-coreana de dez pessoas foi liderada pelo diretor do Escritório de Segurança Nacional, Chung Eui-yong. Antes de deixar Seul, Chung disse que expressaria aos vizinhos o desejo de livrar a península das armas atômicas e alcançar a paz.
Na manhã desta terça-feira, a agência estatal norte-coreana KCNA disse que, no encontro, o ditador manifestou sua “firme vontade de avançar com as relações intercoreanas e escrever uma nova história de reunificação”.
Segundo o regime, foi alcançado um acordo satisfatório com o Sul. A agência, porém, não deu detalhes do pacto e dos temas tratados nem mencionou qualquer negociação com os americanos. Os sul-coreanos foram recebidos por Ri Son-gwon, presidente do Comitê para a Reunificação Pacífica, e Kim Yong-chol, que comanda o escritório responsável por assuntos da península.
Ambos fizeram parte da delegação norte-coreana presente nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, em fevereiro. Estas são as autoridades sul-coreanas mais graduadas a se encontrarem com Kim desde sua posse, em dezembro de 2011, após a morte de seu pai, Kim Jong-il.
Após Pyongyang, Chung deverá ir a Washington para debater com diplomatas americanos o resultados da visita. O porta-voz do Pentágono, Robert Manning, afirmou que o governo americano tem um otimismo cauteloso em relação às negociações.
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