Sábado, 16 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2023
A Coreia do Norte afirmou que a tensão com os Estados Unidos e a Coreia do Sul chegou a uma “linha vermelha extrema”, e ameaçou responder aos recentes exercícios militares na região com “força nuclear esmagadora”.
O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pyongyang, divulgado na agência estatal KCNA na quarta-feira (1º), aconteceu um dia após a visita do secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, a Seul.
Na ocasião, os países aliados reafirmaram o compromisso de “deter e responder às ameaças nucleares” da península liderada por Kim Jong Un. Em nota conjunta, Lloyd Austin e Lee Jong-Sup, ministro da Defesa da Coreia do Sul, ainda anunciaram a expansão de exercícios militares conjuntos, prometendo realizar uma “demonstração de fogos” em grande escala ainda em 2023.
A Casa Branca rejeitou também na quarta-feira as acusações norte-coreanas de que os exercícios militares em conjunto à Coreia do Sul naquela região são uma provocação e disse que os Estados Unidos não têm intenção hostil em relação a Pyongyang.
“Deixamos claro que não temos intenção hostil em relação à RPDC (Coreia do Norte) e buscamos uma diplomacia séria e sustentada para abordar toda a gama de questões de interesse de ambos os países e da região”, disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.
O comentário da Casa Branca veio depois que o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse que os exercícios dos Estados Unidos e seus aliados levaram a situação a uma “linha vermelha extrema” e ameaçam transformar a península em um “enorme arsenal de guerra e uma zona de guerra mais crítica”.
O comunicado, divulgado pela agência de notícias estatal KCNA, disse que Pyongyang não está interessado em diálogo enquanto Washington seguir políticas hostis.
A declaração da Casa Branca reiterou a disposição dos Estados Unidos “de se reunir com representantes da Coreia do Norte em um horário e local conveniente para eles”.
“Rejeitamos a noção de que nossos exercícios conjuntos com parceiros na região sirvam como qualquer tipo de provocação. Estes são exercícios de rotina totalmente consistentes com a prática passada”, disse o funcionário.
“Os Estados Unidos continuam a trabalhar em estreita colaboração com aliados e parceiros para garantir a paz e a estabilidade na região. Ao mesmo tempo, continuaremos a trabalhar com aliados e parceiros para fazer cumprir plenamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU que refletem a vontade da comunidade internacional. comunidade e limitar a capacidade da RPDC de avançar com seus programas de armas ilegais e ameaçar a estabilidade regional”, disse o funcionário. As informações são da agência de notícias Reuters.
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