Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020

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Porto Alegre Corpo de João Alberto é sepultado neste sábado em Porto Alegre

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João Alberto Silveira Freitas tinha 40 anos.

Foto: Reprodução
Segundo a Polícia Civil, ainda não está claro se o incidente que vitimou João Alberto envolveu racismo. (Foto: Reprodução) (Foto: Reprodução)

A manhã deste sábado (21), foi marcada pela despedida de familiares e amigos de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, homem negro que foi espancado e morto em um supermercado Carrefour, na zona norte de Porto Alegre, na última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra. O velório, realizado desde as 8h, até o sepultamento, marcado para as 11h, foram agendados no cemitério municipal São João, próximo de onde o homem, conhecido como Beto, morava.

Análises iniciais dos departamentos de Criminalística e Médico-Legal do IGP (Instituto-Geral de Perícias) do Rio Grande do Sul apontam asfixia como provável causa da morte de João Alberto Silveira Freitas.

Em nota, o IGP informou que o corpo de Beto, como era conhecido, foi submetido à necropsia pela manhã, ainda na sexta-feira (20) e, após análise, liberado para os familiares. Mesmo que a perícia inicial indique asfixia como causa da morte, esta não é a conclusão definitiva, uma vez que existem exames laboratoriais em andamento. “Os laudos devem ser concluídos nos próximos dias”, comunicou o instituto.

A delegada Roberta Bertoldo, responsável pela investigação do caso, já havia comentado sobre essa suspeita. “Se supõe que ele tenha sido asfixiado, ou seja, não conseguia respirar bem naquele momento e, por isso, entrou em óbito”, disse.

O pai de João Alberto, João Batista Freitas, afirmou que acredita que o crime ocorreu por motivações racistas. “Pela força da agressão, eu acho que ali tinha uma dose de racismo. Ninguém vai agredir uma pessoa com tanta força assim se não houver um motivo que lhe acelere a raiva”, afirmou. “A vida do meu filho não vai voltar de novo. Mas eu acredito na Justiça”, finalizou.

Crime

João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, foi morto na noite de quinta-feira (19) por seguranças do supermercado. Segundo a Polícia Civil, após um desentendimento com uma funcionária no caixa do estabelecimento, o homem, que é negro, foi levado para o estacionamento, onde ocorreram as agressões.

A funcionária é fiscal de caixa. Ela alegou que o cliente, que fazia compras com a sua mulher, teria ameaçado agredi-la, e os seguranças foram acionados. Nas imagens das câmeras de vigilância, é possível ver o homem sendo imobilizado e levando vários socos de dois seguranças. Os agressores foram presos. Um deles é policial militar temporário.

Os supermercado ficou fechado na sexta e também neste sábado, após as manifestações do dia anterior. A segurança foi reforçada no local. “O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão”, afirmou a rede em nota.

 

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