Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020

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Polícia Homem morre após ser espancado por seguranças em supermercado em Porto Alegre

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Câmeras de vigilância registraram o espancamento, até a morte, de homem negro na Zona Norte de Porto Alegre

Foto: Reprodução de vídeo
Câmeras de vigilância registraram o espancamento de homem negro na Zona Norte de Porto Alegre. (Foto: Reprodução de vídeo)

Um homem de 40 anos morreu, na noite de quinta-feira (19), depois de ser espancado por seguranças no supermercado Carrefour localizado no bairro Passo D’Areia, na Zona Norte de Porto Alegre.

Segundo a Polícia Civil, após um desentendimento com uma funcionária no caixa do estabelecimento, o homem, identificado como João Alberto Silveira Freitas, foi levado para o estacionamento do supermercado, onde ocorreram as agressões.

A funcionária é fiscal de caixa. Ela alegou que o cliente, que fazia compras com a sua mulher, teria ameaçado agredi-la, e os seguranças foram acionados. Conforme a polícia, o homem teria dado um soco em um dos seguranças antes de ser espancado.

Nas imagens das câmeras de vigilância, é possível ver o homem, que é negro, sendo imobilizado e levando vários socos de dois seguranças. Os agressores foram presos. Um deles é policial militar temporário.

A mulher da vítima não presenciou o espancamento, pois prosseguiu no caixa do estabelecimento. A Brigada Militar foi acionada para atender a ocorrência. O homem chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu. O caso está tendo grande repercussão nas redes sociais.

O supermercado, que amanheceu fechado nesta sexta-feira (20) e com a segurança reforçada no local, divulgou uma nota sobre o ocorrido. “O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário. O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.  Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”, diz o texto.

Brigada Militar

A Brigada Militar também divulgou uma nota sobre o caso. “Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei. Cabe destacar ainda que o PM temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos.  A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral”, afirmou a corporação no início da manhã desta sexta-feira.

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