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Política Correntes internas do PT reclamam de falta de espaço no governo Lula e pedem ministros de esquerda

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O PT comanda, atualmente, dez dos 38 ministérios - ou secretarias com status equivalente - do governo Lula.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Correntes internas do Partido dos Trabalhadores (PT) reclamam que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva carece de “ministros de esquerda”, inclusive de petistas.

Uma tendência minoritária do PT deseja que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o da Comunicação, Juscelino Filho, sejam demitidos. Na visão da corrente Articulação de Esquerda, Lula deveria substituir Múcio por “uma pessoa disposta a submeter as Forças Armadas a controle civil”.

O PT comanda atualmente dez dos 38 ministérios – ou secretarias com status equivalente – do governo Lula. Esse número pode aumentar com a possível reforma ministerial prevista para o início do ano que vem. Existe a possibilidade de a presidente da sigla, a deputada Gleisi Hoffmann, assumir o Ministério da Justiça.

Ela disputa o cargo, porém, com nomes mais cotados, como os do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, o do advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, e o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), o também petista Jorge Messias.

A avaliação de que os diretórios estaduais não foram devidamente consultados pelo governo Lula na definição dos cargos federais nos Estados, como, por exemplo, na distribuição de superintendências da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) é constantemente debatida no partido. Tendências minoritárias do PT alegam ter sido excluídas tanto da composição governamental quanto das nomeações para cargos de destaque no Congresso.

Dirigente nacional do PT e líder da Articulação de Esquerda, Valter Pomar defende que a Esplanada dos Ministérios “precisa ter mais e melhores ministros de esquerda, inclusive, mas não somente, petistas”.

“Nossa ‘reivindicação’, por assim dizer, é demitir o ministro da Defesa, colocando em seu lugar uma pessoa disposta a submeter as Forças Armadas a controle civil; e demitir o ministro das Comunicações, colocando em seu lugar uma pessoa disposta a cumprir a Constituição, que proíbe que haja monopólio na comunicação”, disse Pomar.

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