Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 26 de julho de 2015
O envolvimento dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, principais alvos da denúncia do MPF (Ministério Público Federal) à Justiça na sexta-feira, é qualificado pelos procuradores da Operação Lava-Jato como central no esquema de corrupção descoberto na Petrobras. “Havia uma total gestão [do esquema] por parte desses executivos”, disse o procurador Roberson Pozzobon.
Segundo o MPF, o nível de participação dos executivos no dia a dia das suas empresas e o volume de propina movimentada demonstraram que o esquema tinha o aval da alta cúpula. É o que se define, no Direito, como a “teoria do domínio do fato”, usada no meio jurídico para incriminar os chefes de organizações ditas criminosas.
Para os procuradores, não havia como funcionários ordenarem o pagamento de milhões de reais em propina, por quase dez anos, sem que os presidentes soubessem. Os procuradores tentam desmontar a alegação da defesa de que Marcelo controlava o conglomerado, mas não se envolvia no cotidiano das empresas. A Procuradoria reproduziu e-mails em que o presidente do grupo escrevia ordens a executivos. Foi no telefone de Odebrecht que foram encontrados indícios de crime. Anotações sobre Suíça e menções para mandar “higienizar apetrechos” seriam alusões a contas secretas fora do País e a planos para obstruir a Lava-Jato.
No caso de Otávio Azevedo, anotações de encontros na agenda de Paulo Roberto Costa, além de sua proximidade com o lobista Fernando Soares, para quem vendeu uma lancha, também demonstrariam seu envolvimento no esquema.
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