Domingo, 01 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

#coronavírus Covid em alta: o que é comprovado e eficaz para proteção e o que já se sabe que não ajuda na luta contra o vírus

Compartilhe esta notícia:

Máscara PFF2 ou N95 é ideal para combater o coronavírus. (Foto: Getty Images)

Após dois anos e meio de pandemia, a ciência evoluiu no conhecimento do SARS-CoV-2, o vírus da covid. Alguns conceitos foram derrubados, como a possibilidade de transmissão por objetos e superfícies.

Outras certezas se consolidaram, como a importância do uso de máscaras, o fato de transmissão ocorrer prioritariamente pelo ar e o protagonismo das vacinas no bloqueio de mortes e casos de covid.

Agora, enquanto os casos passam por novo repique e autoridades alertam para a necessidade de aumentar novamente a proteção, listamos algumas atitudes e medidas de proteção que são consenso na ciência e outras que não fazem mais sentido:

Comprovado e efetivo️

– A transmissão ocorre pelo ar. As partículas (aerossóis) são expelidas quando falamos, espirramos, tossimos ou respiramos.

– A máscara PFF2 (ou N95) é a mais eficiente e capaz de evitar contaminação. A máscara cirúrgica vem em segundo lugar. O segredo, no entanto, é saber USAR a máscara de forma correta.

– As vacinas são a maior proteção contra a Covid. Elas não evitam o risco de infecção, mas mantêm uma proteção muito importante contra doença grave, internações e mortes.

– Já existem remédios que ajudam no tratamento pós-infecção para impedir o agravamento de casos.

Deixe de lado

– Não há necessidade de limpar objetos e compras. O risco de transmissão por superfícies é quase zero. As gotículas são menos importantes do que os aerossóis.

– Máscaras caseiras ou de pano devem ser aposentadas. Mesmo quando ela é nova, já tem uma capacidade menor de proteção.

– Cloroquina e ivermectina não funcionam. Sociedades médicas, OMS e outras organizações são contra a prescrição dos medicamentos.

– Termômetro para medir temperatura e usar luva para se servir no restaurante não evitam ou ajudam na prevenção da covid.

Uso ineficaz

Nos primeiros meses da pandemia havia a hipótese — investigada em estudos clínicos — de que a cloroquina ou a hidroxicloroquina poderiam ser eficazes no tratamento da covid, principalmente se utilizados junto com a azitromicina, um antibiótico.

Com o avanço das pesquisas, ainda em maio de 2020 já havia posicionamento da OMS alertando contra o uso dos medicamentos na pandemia. A FDA (Food and Drug Administration, espécie de Anvisa americana) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) logo na sequência desaconselharam o uso.

Sobre a ivermectina, que também fez parte do chamado ‘kit Covid’, um estudo feito no Brasil e publicado no New England Journal of Medicine constatou que o fármaco utilizado para doenças parasitárias NÃO reduziu o risco de hospitalização por covid. Os pesquisadores analisaram 1.358 pacientes com risco de doença grave em Minas Gerais.

A ineficácia do “kit Covid” já foi comprovada em vários estudos. No entanto, já existem medicamentos que funcionam no tratamento da doença. É importante destacar que até agora nenhum remédio se mostrou eficaz para prevenir infecção por coronavírus. E vários dos tratamentos disponíveis se referem a medicamentos de uso restrito a hospitais. Também vale lembrar que nenhum medicamento substitui a vacina.

No Brasil, os remédios aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são o Remdesivir; Sotrovimabe; Baricitinibe; Evusheld®️ (cilgavimabe + tixagevimabe); Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir), e Molnupiravir.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de #coronavírus

Vacinação mais rápida poderia ter evitado a morte de 47 mil idosos no Brasil em 2021
Anvisa convoca reunião extraordinária para decidir sobre liberação de vacina bivalente contra covid
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar