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Política CPI da Covid mira empresário apontado como o “número dois informal” do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

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CPI da Covid recebeu novos documentos da Procuradoria da República no DF para aprofundar as investigações sobre a atuação informal do empresário Airton Soligo

Foto: Agência Senado
Senadores vão cobrar de Paulo Rebello Filho providências contra operadora acusada de ocultar mortes de pacientes por Covid-19. (Foto: Agência Senado)

A CPI da Covid recebeu novos documentos da Procuradoria da República no Distrito Federal para aprofundar as investigações sobre a atuação informal do empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, em ações de alto escalão no Ministério da Saúde.

Soligo é próximo do ex-ministro Eduardo Pazuello e, segundo apuração preliminar, atuou sem vínculo com a pasta em ações contra a pandemia e encontros com autoridades.

Pazuello assumiu interinamente o ministério da Saúde no fim de maio, após Nelson Teich deixar o cargo por divergências com o presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia.

Segundo as apurações, foi justamente nesse período, que há registros das ações do representante da iniciativa privada em ações exclusivas de gestores públicos, como agendas públicas de Pazuello sobre respiradores e ações com prefeitos e secretários estaduais de saúde.

O empresário atuou de maneira informal em ações da pandemia pelo menos entre maio e junho, quando o vínculo informal veio à tona. A partir desse momento o Ministério da Saúde o nomeou assessor especial de Pazuello, cargo que ocupou formalmente de 24 de junho de 2020 a 21 de março deste ano, quando foi exonerado.

Em março de 2021, Soligo anunciou que 14 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 deveriam chegar ao País em maio e junho. Posteriormente, o empresário assumiu o cargo público de secretario de saúde de Roraima, e deixou o posto na semana passada.

A Procuradoria da República no Distrito Federal aponta que prints mostram fotos e referências a Airton Cascavel como o “número dois do ministério da saúde”. A apuração preliminar é sobre suspeita de usurpação de função pública, ou seja , atuar como um gestor público sem ter vínculo formal. O crime é previsto no artigo 328 do Código Penal.

O procurador Wellington Divino Marques de Oliveira determinou o “envio de ofício à Polícia Federal, solicitando a instauração de inquérito policial para investigar a conduta ora descrita”.

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Ildefonso Pavan
27 de julho de 2021 01:53

O Grande seu Miranda , o denunciador , está no maior perengue dizendo que ao invés dos senadores qualificarem suas denuncias ele é que esta sendo investigado coitado , deu um tiro no proprio pé .

Jose Lovatto
27 de julho de 2021 00:19

A incansável CPI irá até o fundo para incriminar este governo, inventando fatos, narrativas sobre corrupção no que não foi comprado, etc. enquanto isto, preferidos e governadores que desviaram bilhões, nada! Muita hipocrisia sob os aplausos dos papagaios da mídia, infelizmente.

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