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Política CPI da Covid ouve diretora de empresa que intermediou negociações da vacina Covaxin; acompanhe

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Emanuela Medrades será indagada sobre previsão de pagamento antecipado de US$ 45 milhões, não estipulado em contrato

Foto: Reprodução
Emanuela Medrades será indagada sobre previsão de pagamento antecipado de US$ 45 milhões, não estipulado em contrato. (Foto: Reprodução)

A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (13) Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos considerada peça-chave nas negociações para aquisição da vacina Covaxin pelo governo federal.

Emanuela Medrades chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal que não fosse obrigada a comparecer à CPI. O ministro Luiz Fux, presidente do STF, rejeitou o pedido, mas decidiu que Emanuela tem o direito de não produzir prova contra si.

A Precisa Medicamentos entrou na mira da CPI por ter intermediado a aquisição de doses da Covaxin entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Bharat Biotech. O contrato, de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses, é alvo de investigações do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal.

Emanuela Medrades foi uma das principais articuladoras da venda da Covaxin ao governo brasileiro. Pessoas ouvidas pela CPI relataram ligações e e-mails com a diretora para tratar sobre os detalhes do contrato.

US$ 45 milhões a empresa em Singapura

Um dos principais pontos envolvendo a Covaxin na mira da CPI é a inclusão de um pedido de pagamento antecipado, no valor de US$ 45 milhões, tendo como beneficiária uma empresa chamada Madison Biotech, com sede em Singapura. A CPI apura se essa empresa seria de fachada.

Conforme mostraram os funcionários do Ministério da Saúde Regina Célia Oliveira e William Santana à CPI, Emanuela Medrades explicou por e-mail que a Madison era o agente comercial responsável pela confecção da licença de importação e possui o mesmo quadro societário da Bharat Biotech.

A comissão, por outro lado, apura se a empresa pode ter sido usada como uma forma de desviar o dinheiro do imunizante por meio desse pagamento à empresa de Singapura.

Tanto o pagamento antecipado quanto a Madison não constavam do contrato firmado entre o governo brasileiro e a Covaxin, mas foi incluída na invoice (uma espécie de nota fiscal para a importação) encaminhada pela representante da Precisa ao Ministério da Saúde.

O documento foi barrado no departamento de importação da pasta, cujo chefe do setor é Luis Ricardo Miranda. Um dos autores da convocação da diretora, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirma que a oitiva de Emanuela Medrades pode esclarecer “os detalhes de potencial beneficiamento da Bharat Biotech, representada no Brasil pela Precisa Medicamentos, na negociação de compra de vacinas pelo Ministério da Saúde”.

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Jose Lovatto
13 de julho de 2021 12:17

Tanto o pagamento antecipado quando a Madson não faziam parte do contrato. A quantidade de 300 mil doses viu-se tratar de 300 mil x 10 frascos com 5 doses cada. Além disto nada foi pago ou comprado, mas insistem e perdem tempo e dinheiro com este assunto. Enquanto isto os bilhões enviados a Estados e municípios segue na farra!

Nilton G Veiga
13 de julho de 2021 12:57

Continua a farra no picadeiro do circo cpi em busca de galinha com dentadura (natural) no terreiro da Presidência da República enquanto nos estados as raposas e alces andam livres e soltos na floresta encantada sem esclarecerem que fim levou a grana distribuída para combate a “pandemia”. Coisas de quadrilhas brasilensis.

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