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Política CPI da Covid ouve executivo da Pfizer sobre negociação de vacina; acompanhe

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Entre outros pontos, os senadores querem que ele explique as negociações para venda de vacinas contra Covid-19 ao Brasil

Foto: Reprodução de TV
Entre outros pontos, os senadores querem que ele explique as negociações para venda de vacinas contra Covid-19 ao Brasil.(Foto: Reprodução de TV)

A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira (13), na condição de testemunha, o gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. Entre outros pontos, os senadores querem que ele explique as negociações para venda de vacinas contra Covid-19 ao Brasil.

Este será o sexto dia de depoimentos da comissão parlamentar de inquérito do Senado que apura ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid e eventual desvio de verbas federais enviadas a Estados e municípios. Na condição de testemunha, o depoente se compromete a dizer a verdade, sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

Até agora, já prestaram depoimento os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich; o atual ministro da pasta, Marcelo Queiroga; o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres; e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República.

Falta de respostas e número de doses

A Pfizer, ao lado da BioNTech, foi uma das primeiras empresas a apresentar vacinas contra o coronavírus ao mundo. A vacina do laboratório é a única com registro definitivo aprovado pela Anvisa.

Para parte dos integrantes da CPI, o governo Jair Bolsonaro foi “incompetente” e “pouco se empenhou” para comprar doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório.

Nesta quarta-feira (12), em depoimento à CPI, Wajngarten contou que a Pfizer encaminhou ao governo brasileiro, em setembro de 2020, uma carta em que dizia estar disposta a “fazer todos os esforços” para garantir reserva de doses à população brasileira. Wajngarten disponibilizou o documento à CPI.

Na carta, a empresa também afirma que a equipe da empresa no Brasil se reuniu com integrantes dos ministérios da Economia e da Saúde e com a embaixada brasileira nos Estados Unidos; diz que apresentou uma proposta para fornecer “potencial vacina” que poderia proteger “milhões de brasileiros”; afirma que até aquela data não havia obtido respostas do governo brasileiro.

O documento, assinado pelo diretor executivo da Pfizer Albert Bourla, foi endereçado ao presidente Jair Bolsonaro, com cópia para o vice-presidente Hamilton Mourão; e para os ministros Braga Netto (à época na Casa Civil), Eduardo Pazuello (à época no Ministério da Saúde), Paulo Guedes (Economia), além do embaixador brasileiro nos EUA Nestor Forster.

À CPI, Wajngarten disse que soube da carta somente no dia 9 de novembro e que até essa data nada havia sido feito em relação ao documento. Ele afirmou que, nesse dia, procurou o presidente Jair Bolsonaro para avisá-lo da correspondência. Wajngarten também disse que iniciou tratativas com Murillo, à época representante da Pfizer no Brasil, com quem teve uma reunião.

Senadores querem detalhes desse encontro entre Murillo e Wajngarten e também informações que possam ajudar na compreensão dos motivos que levaram o Brasil a não fechar acordo de compra de vacinas já em 2020.

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