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Política CPI da Pandemia: senador Heinze questiona “interesses de campanha” contra o tratamento precoce

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O parlamentar alerta para estudos científicos que validariam o tratamento precoce.

Foto: Arquivo/Senado)
O parlamentar alerta para estudos científicos que validariam o tratamento precoce. (Foto: Arquivo/Senado)

Em pronunciamento na CPI da pandemia nesta terça-feira (18), o senador Luis Carlos Heinze (PP/RS) denunciou o que chamou de “os interesses econômicos da indústria farmacêutica na venda de tratamentos caros”. O parlamentar alertou para estudos científicos que validariam o tratamento precoce. No entanto, diz ele, existiria um “apelo para que a população fique apenas na dependência da espera das vacinas”.

“Se tivéssemos dúvidas sobre a eficácia de uma droga, mas não a dúvida quanto ao fato dela não fazer mal, na falta de outra alternativa, as pessoas iriam tentar o seu uso. Uma campanha difamatória visou mostrar que havia risco, que as drogas matavam, por motivo político”, enfatizou

Em sua fala o senador disse que “a perseguição ao uso da hidroxicloroquina, utilizada com sucesso em vários países, começou com uma fraude deliberada publicada na revista Lancet. Conforme o relato, envolvia uma companhia de fachada, a Surgisphere, que dizia ter registro de 671 hospitais que misteriosamente pediam para permanecerem anônimos e alegava que o tratamento com hidroxicloroquina estaria matando pacientes da Covid”.

“Uma simples passagem de olhos pelo número de autores em um estudo dessa extensão, quatro apenas, e esse misterioso anonimato, permitiria supor que se tratava de uma fraude, mas o editor Peter Horton deixou que fosse publicada na Lancet, apesar do médico e microbiologista francês, Didier Raoult, na França, muito rapidamente, ter apontado a provável fraude. Com base nesse artigo na Lancet, a OMS mandou que cessassem os testes da droga em 17 países”, reforçou Heinze durante a CPI.

De acordo com a exposição do parlamentar, os jornais brasileiros não noticiaram a “fraude da revista Lancet como uma farsa, publicaram apenas que era um erro técnico”. A Folha de São Paulo, conforme o senador, teria publicado  ‘The Lancet retrata estudo que apontava maior risco de morte associado a hidroxicloroquina’. O senador diz que “a retratação se devia ao fato de que a Surgisphere se negava a compartilhar a base de dados, omitindo totalmente a farsa”.

Heinze argumenta que “a ivermectina, durante um tempo passou despercebida dessa perseguição porque Trump e Bolsonaro não tinham comentado sobre seu uso. No entanto, foram realizados uma série de ensaios randomizados pequenos, sem dinheiro de agências financiadoras, mas conseguiram com poucos recursos demonstrar que a droga funciona”.

“A própria meta-análise da OMS com base nesses ensaios mostrou 80% menos mortes, mas recomendou não usar exceto em ensaios clínicos com base em que as evidências não tinham número de mortos analisados, coisa que não exigiu de nenhum ensaio de vacinas, que também não tem esse número de eventos analisados”, diz o senador.

Outro dado trazido pelo senador foi o que chamou de “desempenho do tratamento precoce em 40 municípios brasileiros, entre eles Chapecó, em Santa Catarina; Condor, no Rio Grande do Sul; Porto Feliz, em São Paulo; Porto Seguro, na Bahia; que adotaram o uso dos medicamentos. Com população estimada de 4,73 milhões de pessoas, os casos registrados de Covid, registrados nesses municípios, foram de 489.425, com total de 7.649 óbitos. Letalidade média de 1,4%, diante dos 2,8% registrados no País.”

“Se não fosse essa campanha contra os médicos, cientistas renomados e ao próprio medicamento, simplesmente por interesses políticos e financeiros, mais de 200 mil brasileiros não teriam perdido a vida. O título de genocida serve a quem? Concluo com esta pergunta”, finalizou.

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