Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2016
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Fundos de Pensão adiou para esta terça-feira, a pedido do relator do caso, deputado Sergio Souza (PMDB-PR), a apresentação do parecer sobre os desvios de recursos dos fundos de pensão Funcef (Caixa Econômica Federal), Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil). Conforme o relator, o adiamento permitirá a inclusão de informações obtidas recentemente, a partir da conclusão do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Positus, que apurou fraudes na gestão de recursos do Postalis. Para Souza, o adiamento trará benefícios aos trabalhos da CPI.
“Tomamos o cuidado de evitar prejuízos à aprovação do relatório. Haverá, sim, ganho para a CPI porque [o adiamento] nos permitirá aprofundar três temas. Primeiro, o compartilhamento de informações da Lava-Jato, autorizado na última sexta-feira; a informação de que a Previ promoveu quatro autos de infração em pelo menos dois dos temas investigados pela CPI em relação à Funcef; e os indiciamentos do [ex-presidente do Postalis] Alexej Predtechensky, do [operador do mercado financeiro] Fabrizzio Dulcetti Neves e de familiares deles”, disse o relator. Souza declarou que o prejuízo nos fundos de pensão passa de 3 bilhões de reais no período investigado (de 2003 a 2015).
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