Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de novembro de 2026
Cristiano Ronaldo anunciou nessa quinta-feira (5) a aposentadoria da seleção de Portugal. Em mais de 20 anos liderando a equipe, foram 146 gols em 234 partidas, mas nenhum em cima da Seleção Brasileira. Ao longo da carreira, o ídolo português enfrentou o Brasil em três ocasiões, com uma vitória, um empate e uma derrota. O último confronto foi durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
O duelo final entre as duas equipes terminou em 0 a 0 e aconteceu no dia 25 de junho em Durban, pela última rodada do grupo G. A Seleção Brasileira era comandada por Dunga e fechou na primeira posição, enquanto Portugal de CR7 avançou para o mata-mata em segundo lugar.
Antes, Portugal e Brasil haviam se enfrentado em novembro de 2008, em amistoso realizado no Bezerrão, no Distrito Federal. O craque português viu sua seleção sofrer uma goleada de 6 a 2, com show de Luis Fabiano, que marcou três vezes naquela noite.
O primeiro encontro de Cristiano Ronaldo com o Brasil aconteceu em um amistoso em fevereiro de 2007. Portugal venceu por 2 a 0, em jogo realizado em Londres, na Inglaterra, mas o craque luso não balançou as redes.
Em um vídeo, o jogador disse que teve o privilégio de ser o capitão da equipe portuguesa e que estará sempre na torcida pela mesma. “Aos portugueses, chegou o dia de devolver a camisa 7 da seleção de todos nós. Nunca senti como exclusivamente minha, mas, durante 23 anos, tive o privilégio e a responsabilidade de vestir, de defender e de levar comigo para estádios do mundo inteiro. Hoje, chegou o momento de entregar ao futuro. Não foi uma decisão fácil porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça, se tomam também com o coração”, afirmou CR7.
“Termina uma caminhada que começou em agosto de 2003 e mudou a minha vida para sempre. Quando olho para trás e penso em tudo que vivi pela seleção, não vejo apenas jogos, gols, recordes ou troféus. Vejo o que sou hoje. Vejo imigrantes que durante noventa minutos sentiam Portugal um pouco mais perto. Vejo milhões de portugueses que nunca conheci pessoalmente, mas fizeram parte da minha vida. No fim de tudo, futebol é muito mais que um jogo. O futebol são as pessoas. Durante toda a minha carreira na seleção, procurei superar os meus limites, quis ganhar, quis ser o melhor, quis fazer história. Sempre fui exigente comigo próprio, sempre quis mais, sempre acreditei que podíamos chegar mais longe e dei tudo o que tinha por essa camisa. Houve tardes e noites perfeitas, houve vitórias que nunca esquecerei, houve derrotas que ainda hoje me custam a recordar. Também falhei, também sofri, também houve momentos que não fui capaz de dar aos portugueses aquilo que tanto desejava. Mas nunca desisti”, afirmou.
“Acima de tudo, nunca deixei de sentir orgulho por representar Portugal. Ao longo desses anos, aprendi coisas muito simples. Os gols passam, as taças ficam nos museus, os recordes acabam por ser batidos, mas há algo que o tempo nunca consegue apagar: o lugar que ocupamos no coração das pessoas. Se alguma vez fiz vocês felizes, se alguma vez um gol meu fez vocês abraçarem alguém, fez alguma pessoa sentir orgulho do próprio país, então tudo valeu a pena. Porque ser português também é isso. Sofremos juntos, levantamos juntos, acreditamos outra vez. Portugal precisará sempre de jovens que sonhem, de jogadores que nunca desistam, de novas gerações que acreditem em chegar onde ninguém chegou. Porque um país que continua a criar novos heróis é um país que nunca deixa de acreditar em si mesmo”, disse o atleta. Com informações da CNN.
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