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Esporte Cristiano Ronaldo não retorna à Itália por causa do coronavírus

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O jogador está na Ilha da Madeira, em Portugal, e impôs uma “auto-quarentena”. (Foto: Reprodução)

A pandemia do coronavírus causou preocupação em muitas pessoas, entre elas o atacante Cristiano Ronaldo, que também está tentando prevenir a doença. O jogador está na Ilha da Madeira, em Portugal, e impôs uma “auto-quarentena”. O clube também confirmou que o português está em sua terra natal.

“Cristiano Ronaldo não treinou e permaneceu na Madeira aguardando desenvolvimentos relativos à atual situação de emergência de saúde. A Juventus está ativando nas últimas horas todos os procedimentos de isolamentos previstas na normativa”, explicou a Velha Senhora.

CR7 havia voado para a terra natal onde visitou a mãe, que sofreu um derrame recentemente. No entanto, quando soube do resultado do teste de Rugani, o jogador preferiu permanecer em Portugal. A Itália é um dos países com mais casos de coronavírus.

Segundo a agência de notícias AFP, o elenco da Juventus deve ficar em quarentena por duas semanas, o que pode adiar o duelo contra o Lyon pelo jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões.

Brasileiros na Itália

A epidemia do novo coronavírus forçou a suspensão de todas as divisões do Campeonato Italiano e modificou a rotina de clubes e jogadores, inclusive dos brasileiros que atuam no futebol do país.

O goleiro do Lecce Gabriel Vasconcellos afirmou em entrevista que a suspensão da Série A foi a “melhor medida”. Além disso, o brasileiro disse que apesar do baixo número de casos da doença na cidade, que fica na região da Puglia, ele está evitando ao máximo sair de casa.

“O vírus tem se propagado bastante, graças a Deus aqui em Lecce os casos ainda são poucos. O Lecce interrompeu todas as atividades, então a gente não está mais treinando, todo mundo parado e em casa procurando evitar ao máximo sair e esperando que as coisas melhorem”, disse o goleiro.

Gabriel também contou que não aprovou a ideia de realizar partidas com portões fechados, explicando que o contato entre árbitros, jogadores e técnicos “pode ser perigoso”.

“Eu acho que a melhor medida é a suspensão do campeonato, porque jogando de portões fechados há o contato entre jogadores, árbitros e comissão técnica. Querendo ou não, tem um contato entre muitas pessoas que, às vezes, pode ser perigoso. Na minha opinião, o certo é suspender o campeonato para que o objetivo de sanar a propagação desse vírus aconteça o quanto antes”, analisou o brasileiro.

Até o momento, a província de Lecce possui 12 casos do novo coronavírus. Um dos primeiros infectados foi o dono de uma pizzaria visitada por diversos torcedores da Atalanta no dia 1º de março, quando o clube de Bérgamo bateu os salentini por 7 a 2, no estádio Via del Mare, que teve portões fechados – a província de Bérgamo, na Lombardia, é a líder em casos do Sars-CoV-2 na Itália, com 2.136.

Como precaução, o Lecce anunciou oficialmente nesta quinta-feira (12) que suspendeu por uma semana os treinamentos, após uma reunião do elenco com o presidente Saverio Sticchi Damiani.

Já o meio-campista Lucas Chiaretti, do Pordenone, que disputa a Série B do Campeonato Italiano, também teve sua rotina alterada em decorrência do novo coronavírus. Para o brasileiro, a situação na Itália é “muito delicada”. Ele também destacou que o país está em “pânico geral”.

“É uma situação muito delicada, acho que ninguém pensou que a situação poderia chegar a esse ponto, e agora estamos diante de um pânico geral. Em Pordenone tem poucos casos de coronavírus, mas estamos seguindo o pedido de ficar em casa, porque as cidades ao redor, como Údine, Treviso, Veneza e Padova, estão com muitos casos de mortes e de infectados”, disse Chiaretti em entrevista à ANSA. A província de Pordenone, em Friuli Veneza Giulia, contabiliza 13 contágios.

“Ninguém pode sair da cidade, tem policiais fiscalizando quem entra e quem sai, pode se locomover somente com uma declaração por exigência de trabalho ou alguma emergência. Eu e a minha família estamos em casa, lavando sempre as mãos, fizemos uma boa compra alimentar para tentar evitar sair de casa, na esperança que em breve as coisas voltem a funcionar como antes”, contou o camisa 10 do time neroverde, que briga pelo acesso para a Série A.

Segundo Chiaretti, o Pordenone vem tomando algumas medidas para evitar a propagação do vírus. O atleta destacou que faz um controle de temperatura todos os dias quando chega no centro de treinamento, além de afirmar que cada jogador tem sua própria garrafa de água. Assim como Gabriel, Chiaretti também confirmou que a suspensão da Série B foi a melhor medida tomada pelas autoridades italianas, destacando que se deve “pensar na saúde em primeiro lugar”.

O número de mortos na epidemia da Covid-19 na Itália chegou a 1.016, segundo o balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil. O país ainda registra 12.839 contágios ativos.

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