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Colunistas Cuidado, buraco reportado à frente

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Grupo sonegava impostos desde 2015. (Foto: Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Aqueles que utilizam aplicativos de trânsito como o Waze já sabem que o título deste artigo remete a possível problema na via, alertando-o para tomar mais cuidado e evitar danificar seu veículo.

Mas a ideia que quero trazer aqui não é sobre as calamitosas ruas da cidade de Porto Alegre; quero, sim, falar do buraco nas contas públicas da nossa cidade.

Nos últimos 40 anos, quase todos os governos têm gastado mais do que arrecadado em impostos, e, em consequência disso, as contas, ano a ano, ficam mais longe de ser ajustadas.

Quem administra o dinheiro em casa sabe que é preciso analisar as receitas e despesas, buscando sempre o superávit. Entretanto, isso não acontece na administração pública.

Como chegamos ao ponto de aceitar pagar 50% de nossa renda em impostos? E, ainda, ter de pagar para a iniciativa privada, com o restante que sobra, os serviços básicos como segurança, saúde e educação? Além disso, ouvimos que não há mais dinheiro para esses serviços e que teremos aumentos de impostos.

Ao escutar esse tipo de mentira, devemos ter em mente que nos distanciamos do real problema, que está na forma como esse dinheiro é alocado. Já que dinheiro não é o problema, quem sabe passamos a falar da má administração pública? Dos direitos garantidos para poucos privilegiados que consomem fortunas à custa das necessidades dos mais pobres? Sem falar dos desvios de verba e superfaturamento de obras. Esse é o real problema, além, claro, dos juros absurdos pagos à União, por necessidade de empréstimos.

Se continuarmos a tratar o dinheiro como público, como se não houvesse dono, seguiremos amargando esta triste realidade que enfrentamos. Ao usar o aplicativo de trânsito e ouvir o reporte de que logo à frente você encontrará uma dificuldade, você não teria mais cuidado? Claro que sim, porque o bem é seu, e não público.

Essa é a lógica que devemos adotar se quisermos sair do buraco em que acabamos caindo por descuidar dos avisos.

Fabio Steren, consultor em segurança, empresário e associado do IEE

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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