Segunda-feira, 11 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de julho de 2016
Recorre-se ao cartão de crédito, na maioria das vezes, quando não se tem dinheiro na conta. A pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) aponta para isso. Cartão é conveniente, mas é necessário controle para não cair na armadilha das altas taxas de juros cobradas pelos bancos.
Hoje, a taxa média cobrada pelos cartões gira em torno de 450% ao ano. Se for usar o cartão, tenha certeza de que poderá pagar o valor integral da fatura na data do vencimento.
Confira sempre a fatura do seu cartão. Uma conta não paga de 1 mil reais no cartão de crédito se transforma em uma dívida de mais de 4 mil reais em apenas um ano.
Taxas de juros.
Com todo o cenário ruim da economia brasileira (a inflação pressionada, a inadimplência que aumenta, desemprego atingindo milhões de pessoas etc), a tendência é que as instituições financeiras aumentem as taxas de juros do cartão de crédito a fim de reparar as prováveis perdas pelo endividamento crescente.
Desse modo, fazer cartão de crédito – ou mesmo ter um ou mais de um – pode se tornar uma grande armadilha.
Avaliação.
Não minta para si mesmo. Afinal, você sabe se é disciplinado, se recebe o salário em uma ou duas parcelas, se é preciso ter mais de um cartão de crédito (um só não atende sua demanda?). Além disso, é essencial que você avalie seu modo de acompanhar as contas: é preguiçoso ou consciente? Caso as respostas sejam de uma pessoa que não terá muito controle sob as contas… Bem, o melhor é deixar o cartão de crédito em casa e somente utilizá-lo quando realmente for preciso, como nos casos de compras grandes (aquela geladeira dos sonhos, por exemplo).
Acompanhe o extrato do cartão.
Depois de analisar seu perfil, você precisa criar o hábito de acompanhar o extrato do cartão – ou dos cartões – sempre de olho no limite. Não aceite um limite maior que 30% da sua renda, é cilada. Além disso, esteja sempre em dia com o pagamento da fatura, evitando aquele chamado “valor mínimo”. Se você realmente não pode pagar as contas no dia, a melhor escolha é parcelar a fatura, sempre observando se não existem juros abusivos.
Esta é a maneira mais indicada de pagar uma fatura atrasada, já que evita o chamado crédito rotativo (que acontece quando o valor mínimo é pago) que possui altas taxas de juros.
Quando for fazer compras pequenas e cotidianas, dê preferência ao cartão de débito ou dinheiro. Não se torne dependente do cartão de crédito – um erro muito comum entre a maioria dos usuários brasileiros. Lembre-se de que é sempre mais fácil acompanhar o gasto diário ou semanal observando as “moedinhas” que saem do bolso.
Não se engane sobre as facilidades do parcelamento: essa é uma das principais causas do endividamento no País. É preciso que você tenha em mente que seu orçamento mensal será comprometido por aquela “parcelinha pequena” daquela compra.
Fuja da anuidade.
Outra dica é buscar fugir da anuidade. Ao decidir ter cartão de crédito, prefira aqueles que não cobram a taxa de manutenção – sim, eles existem. Além disso, evite emprestá-lo a outras pessoas, mesmo que conhecidas. Com esses cuidados, você pode evitar as taxas de juros exorbitantes – e as armadilhas tentadoras das compras.
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