Quinta-feira, 11 de junho de 2026

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Rodrigo Maroni Cuidado com uma pessoa que amarra um animal pelo pescoço

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Como é sabido, a brutalidade e a covardia contra os animais acontece em grande parte por aqueles que são "sua" família. (Foto: Divulgação)

Cuidado com uma pessoa que amarra um animal pelo pescoço. Mantenha distância, ali já não há mais um ser humano.

Como é sabido, a brutalidade e a covardia contra os animais acontece em grande parte por aqueles que são “sua” família.

O ser humano não assume filho, trai a esposa, quer o lugar do colega. Nessas relações, há sempre uma relação de confiança, entrega e proximidade. Alguém confia, e trai sorrateiramente, na surdina, utilizando da boa-fé de um dos envolvidos. Jamais alguém é capaz de te machucar à distância.

Com os animais o mesmo acontece. Uma das bossalidades mais cruéis é aqueles que “cuidam” seus animais amarrados em uma coleira pelo pescoço a vida toda em um pátio.

Mais do que uma prova de indiferença e maldade, demonstra o quanto esse “cuidador” é perigoso, nada empático, incapaz de observar o outro.

Mantém ali, acorrentado, um animal na forma mais medieval como se fosse um escravo. Um bichinho que – sem poder falar -, nem pedir, está condenado para sempre, pela “sorte” de ter sido levado para aquela casa, que por sinal deve ser um ambiente de pessoas “legais”.

Enfim, “morre” antes de estar morto; ou pior, vive morto.

Por isso apresento essa PL 90/2019 para dar liberdade a animais na coleira, algo que deveria ser simples e óbvio.

Quero um animal feliz.

Mas envolvendo a espécie humana, necessita de lei.

Se vivessem só os animais no planeta, a crueldade de aprisionar o animal dentro de sua própria casa jamais ocorreria, assim como a maioria das coisas que os “racionais”, “inteligentes” fazem.

Uma sugestão aos que deixam seus animais na coleira, e sei que são muitos, que prendam também seus pais, filhos, esposos e a si mesmo. E convivam assim daqui por diante. Afinal essa família é “bem amorosa”.

(Rodrigo Maroni/Deputado Estadual)

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