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Economia Custo de importação da gasolina subiu 61% após o início da guerra no Irã, segundo estimativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis

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Mercado espera que Petrobras anuncie reajuste assim que impostos forem baixados. (Foto: Divulgação/Petrobras)

Desde o início da guerra no Irã, o custo de importação da gasolina subiu 61%, segundo estimativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Na avaliação do mercado, eventual redução de imposto sobre o produto abriria espaço para reajuste nas refinarias da Petrobras.

A estatal ainda não mexeu no preço da gasolina após o início do conflito, mas o setor espera anúncio de reajuste logo após um eventual corte de impostos, como ocorreu com o diesel, que subiu R$ 0,38 por litro nas refinarias após isenção de PIS/Cofins.

O valor da alta foi pouco maior do que os R$ 0,32 por litro que o governo abriu mão ao zerar os impostos federais sobre o combustível. Em entrevista nesta quinta-feira (23) sobre o uso de receitas extraordinárias obtidas com a alta do petróleo para reduzir impostos sobre a gasolina e etanol, representantes do governo não falaram sobre valores.

O preço de paridade de importação da gasolina calculado pela ANP subiu 60% entre a semana anterior aos primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã e a semana passada, passando de R$ 2,45 para R$ 3,95 por litro. A paridade de importação é uma simulação de quanto custa importar o combustível.

Na abertura do mercado na quinta-feira (23), o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras estava R$ 1,51 por litro abaixo da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

A Petrobras não respondeu ao pedido de entrevista sobre o assunto. Normalmente, diz que sua política de preços não prevê o acompanhamento imediato das volatilidades do mercado internacional. Mudanças são aprovadas, segundo a empresa, quando as cotações se estabelecem em novos patamares.

No mercado, é quase consenso que os preços internacionais permanecerão elevados pelas próximas semanas, diante das incertezas sobre os rumos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Mesmo com o fim da guerra, o cenário tende a demorar um pouco a se normalizar.

Para analistas do Scotiabank, por exemplo, um sucesso diplomático para encerrar o conflito levaria o petróleo Brent para entre US$ 80 e US$ 85 por barril —nesta quinta, a cotação ficou acima de US$ 100. Ainda no cenário previsto pelo banco, as cotações são superiores à projeção anterior, de US$ 60 a US$ 70 por barril.

O diesel se tornou um problema mais urgente nas primeiras semanas após a guerra porque o Brasil importa cerca de 30% da demanda interna. Com risco de corte de importações privadas, o governo correu para viabilizar reajuste com menos impacto no preço final.

O governo zerou os impostos federais e criou um programa de subvenção que garante R$ 1,52 por litro para empresas que importarem o combustível e o venderem abaixo de um preço-teto estabelecido pela ANP. O programa ainda gera dúvidas e não conta com a presença de grandes empresas do setor.

As importações de gasolina representam apenas 10% da demanda e o produto pode ser substituído por etanol em caso de redução da oferta. Mas a duração da guerra já começa a pressionar margens da Petrobras, que é a principal vendedora do produto no país.

Além disso, mesmo em anos sem guerra, o segundo trimestre é um período de alta sazonal no preço da gasolina, com a formação de estoques para abastecer a temporada de férias de verão nos Estados Unidos. (Com informações da Folha de S. Paulo)

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