Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de agosto de 2026
A partir da próxima rodada do Campeonato Brasileiro, marcada para o próximo fim de semana, novas regras serão implementadas nos campos do País. As mudanças foram aprovadas nessa segunda-feira (10), em reunião entre os clubes e a CBF na sede da entidade, no Rio de Janeiro. E já passam a valer de maneira imediata, com exceção da regra sobre escanteio concedido por engano, que valerá apenas a partir de 2027.
Algumas dessas mudanças já foram utilizadas na última Copa do Mundo e consideradas bem sucedidas pela CBF. Já outras duas são inéditas e começarão a ser aplicadas também a partir desta temporada em algumas ligas europeias.
A Lei Vini Jr. que determina expulsão para o jogador que cobrir a boca em discussão com adversário foi a que provocou mais debate na reunião e teve a votação mais apertada: 26 a 14 a favor da aprovação. As demais foram aprovadas com maior folga.
“A Lei Vinir Jr. causou um pouquinho mais de polêmica, discordância. É porque você parte do princípio que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é pra praticar um pretenso ato de racismo ou para uma ação que seja contra os princípios básicos. Eu entendo que não é dessa forma, às vezes colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali, até entre ele e o colega que não tem nada a ver com agressão a um jogo de futebol”, disse Fábio Motta, presidente do Vitória, um dos que votou contra a regra.
O objetivo principal buscado pela CBF é aumentar o tempo de jogo. Um estudo conduzido pela empresa de análise de dados Opta mostrou que os jogos da Série A do Brasileirão deste ano têm uma média de 52m54s de bola rolando. A marca fica abaixo de todas as cinco principais ligas europeias (Alemanha, França, Inglaterra, Espanha e Itália).
Algumas das novas regras, inclusive, já estão em vigor no futebol brasileiro. Elas serão utilizadas nas Séries A e B do Brasileirão, na Série A1 do Feminino e na Copa do Brasil. Veja abaixo como cada uma irá funcionar.
8 segundos com a bola nas mãos do goleiro
– Esta é uma das regras que já vigoravam. O árbitro inicia a contagem a partir dos últimos 5 segundos. O que muda é a punição;
– Como era antes: Tiro livre indireto no local da infração;
– Como passa a ser: Escanteio para a equipe adversária.
5 segundos para o arremesso lateral
– Se o árbitro identificar que uma equipe um jogador está retardando para pegar a bola ou o time trocar de cobrador para ganhar tempo, ele irá iniciar a contagem;
– Punição: O arremesso passa para o adversário; se, após a reversão, houver tentativa de impedir o rival de cobrar o lateral, este será punido com cartão amarelo.
5 segundos para cobrança de tiro de meta
– Diante de um atraso injustificável, o árbitro apita e inicia a contagem de 5 segundos;
– Punição: Escanteio cedido para o adversário; e, se houver tentativa de impedir a cobrança deste escanteio, haverá punição com cartão amarelo.
10 segundos para um jogador substituído deixar o campo
– O atleta deve sair pelo ponto mais próximo da linha lateral;
– Punição: O substituto terá que aguardar 1 minuto para entrar.
Atendimento médico fora de campo
Quando um jogador cair ou se deitar, o árbitro irá perguntar a ele se precisa de atendimento médico dentro de campo, o que irá paralisar o jogo. Caso precise, ele terá que ficar 1 minuto do lado de fora no reinício da partida.
A regra não se aplica para casos evidentes de lesão grave, choque de cabeça, lesão por falta com contato punida com cartão, se for marcado pênalti e o lesionado for o batedor, dois jogadores do mesmo time colidem e se um goleiro e um jogador de linha colidem e precisam de atendimento.
Lei Vini Jr.
– Cobrir a boca num momento de discussão ou para provocar um adversário será punido com cartão vermelho;
– Observação: A expulsão não depende de o árbitro ouvir o que foi dito. O gesto, por si só, caracteriza a infração.
Revisão do VAR do segundo cartão amarelo
– O segundo amarelo, que resulta em expulsão, será revisado pelo VAR quando for claramente equivocado;
– Confirmado o erro, o cartão é cancelado e o atleta permanece em campo;
– O primeiro cartão amarelo não será revisado.
Atendimento ao goleiro
– Quando um goleiro precisar de atendimento médico, um jogador de linha irá cumprir um minuto fora do campo após o reinício da partida;
– Quem escolhe: o técnico ou, na ausência dele, o capitão;
– A contagem, em tempo corrido, começa no reinício do jogo após o atendimento;
– Retorna com a autorização do árbitro pela linha lateral se a bola estiver rolando;
– Esta regra não foi usada na Copa; está em fase de teste pela IFAB e será usada também nesta temporada na Premier League (Inglaterra) e La Liga (Espanha).
Somente o capitão fala
– Quando o árbitro fizer um sinal de punhos cerrados cruzados acima da cabeça, apenas os capitães poderão se dirigir a ele. Os demais deverão permanecer afastados;
– Se o capitão for o goleiro, a equipe indica outro jogador para exercer a função em campo;
– Punição: Cartão amarelo para quem desrespeitar;
– Regra própria da CBF pensada em acabar com os bolinhos de jogadores em torno do árbitro a cada decisão.
Revisão pelo VAR de escanteio cedido por engano (apenas para 2027)
– Ao contrário das demais regras, esta só valerá para o início da próxima temporada;
– Aplicável nas situações em que a bola sair pela linha de fundo após um toque do time em ataque e o escanteio for marcado mesmo assim;
– Corrigido o erro, o jogo é reiniciado em tiro de meta;
– O escanteio será revertido apenas se a checagem do VAR não atrasar o reinício do jogo e o erro for claro/factual;
– Não haverá revisão após a cobrança do escanteio.
As informações são do jornal O Globo.
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