Segunda-feira, 06 de Abril de 2020

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CAD1 Decepcionado, o técnico Fernando Hierro se disse responsável pela queda da Espanha nas oitavas de final do Mundial

"O máximo responsável sou eu. Se houver qualquer reprovação, assumo minha responsabilidade como treinador", declarou Hierro. (Foto: Reprodução)

Contestado desde o dia que assumiu o lugar deixado por Julen Lopetegui, que deixou a seleção para assumir o Real Madrid, a dois dias da estreia da Espanha na Mundial, Fernando Hierro não escondeu a decepção ao término do duelo, após ver a Fúria ser eliminada pela Rússia, nas oitavas de final da competição. Com peso de quem comandava um time invicto desde 2016, ele assumiu a responsabilidade pela queda de uma das favoritas ao título.

“A responsabilidade é minha, como treinador. Tentamos tudo durante todo o jogo. Criamos, criamos e criamos o tempo todo, mas não conseguimos. Tenho orgulho do que os jogadores fizeram, eles tentaram o máximo e estou muito orgulhoso do que eles fizeram. Mas estava muito difícil superar a barreira deles. Como treinador, o que fica é o orgulho pelo que os jogadores fizeram.”

Ciente que as críticas serão direcionadas à mudança de treinador, Hierro disse que arriscou o que poderia no comando da equipe e que fez o que acreditava. Na sua visão, os espanhóis mostraram um futebol maduro durante a partida.

“O máximo responsável sou eu. Se houver qualquer reprovação, assumo minha responsabilidade como treinador. Como não houve mudança? Eu vi uma equipe muito madura. Eu não tenho que aprovar meus jogadores.”

Ainda no campo de jogo e certo de que seu nome dificilmente será poupado pela crítica espanhola, Hierro deixou claro que não pensa sobre a continuidade na seleção. Para o treinador, essa é uma decisão que cabe ao presidente da federação.

“Seguir ou não, eu não me importo. É o menos importante, agora. O nome ideal para receber críticas sou eu.”

Sobre o fato de ter deixado Iniesta no banco até os 22 minutos do segundo tempo regulamentar, Hierro disse que a opção por escalar Koke foi baseada no adversário e teve como guia as análises feitas pela comissão técnica.

“Quando um treinador tira um jogador, ele faz isso visando a partida, as circunstâncias do jogo e as características do adversário. Temos um grupo de analistas na comissão técnica que nos ajuda. Deixei ele fora porque sabia o que o jogo pedia. Primeiramente, quero dizer que sou muito grato pelo profissional extremo e incrível que ele é. Ele é exemplar como companheiro e como jogador.”

Sobre a partida em si, Hierro acredita que a Espanha honrou as tradições que fizeram com que a Fúria fosse colocada como uma das favoritas ao título. No entanto, o treinador reconheceu as dificuldades que o time teve para conseguir superar a retranca russa. Principalmente após o empate.

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