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Mundo Declaração dos Líderes do G20 é aprovada e trata do fim das guerras, mudança climática e taxação de ultra-ricos

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A declaração trata em detalhes os três temas prioritários do encontro.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
A declaração trata em detalhes os três temas prioritários do encontro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A Declaração de Líderes do G20 foi aprovada com consenso na noite desta segunda-feira (18). O texto foi publicado no site do encontro de líderes mundiais. A declaração trata em detalhes os três temas prioritários do encontro, pede o fim das guerras da Ucrânia e na Faixa de Gaza, e também cita a taxação dos ultra-ricos – nomeados como “indivíduos com patrimônio líquido ultra-alto”– e levanta questões sobre a inteligência artificial, entre outros.

Apesar de divulgar uma lista de ressalvas, o presidente da Argentina, Javier Milei, também aderiu à declaração. Devido às discordâncias anunciadas, havia a dúvida sobre a concordância do argentino. Os três temas prioritários são:

– acordos para o combate à fome e à pobreza – foi lançada oficialmente a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza;
– sustentabilidade e enfrentamento às mudanças climáticas;
– e a reforma da governança global, com mais representatividade de países emergentes em órgãos internacionais – como a Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo.

Agenda 2030

O G20 reafirmou o compromisso com a Agenda 2030, destacando que apenas 17% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão no caminho certo. As desigualdades entre e dentro dos países foram reconhecidas como fatores que agravam desafios globais. A cúpula destacou o lema de 2024: “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, com foco na redução de desigualdades e ações socialmente justas e ambientalmente sustentáveis.

Guerras

Foram enfatizadas as consequências humanitárias de conflitos como na Ucrânia e na Faixa de Gaza. O G20 condenou o uso da força contra a soberania dos Estados e defendeu soluções diplomáticas e de paz, além de reafirmar o apoio a uma solução de dois Estados para o conflito Israel-Palestina.

“Afirmamos que todas as partes devem cumprir suas obrigações sob o direito internacional, incluindo o humanitário e de direitos humanos, condenando ataques contra civis e infraestrutura”, diz o texto.

Mudanças climáticas

Também foram renovados os compromissos para atingir emissões líquidas zero até meados do século e para aumentar significativamente as energias renováveis e a eficiência energética globalmente até 2030. A cúpula também lançou a Força Tarefa para Mobilização Global contra as Mudanças Climáticas para reforçar o financiamento climático, especialmente em países em desenvolvimento.

Fome e pobreza

Foi lançada a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, promovendo estratégias como transferência de renda, programas de alimentação escolar e acesso ao microcrédito.

Apesar de considerar a produção global de alimentos suficiente, a cúpula apontou a necessidade de vontade política para garantir acesso amplo e equitativo.

ONU

O G20 defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para torná-lo mais representativo, além de reforçar o papel de instituições financeiras multilaterais como o FMI e o Banco Mundial, garantindo maior representação de países em desenvolvimento. Além disso, celebrou a inclusão da União Africana como membro pleno do G20.

Taxação de ultra-ricos

O G20 destacou a importância de taxar de forma eficaz os “indivíduos com patrimônio líquido ultra-alto”, respeitando a soberania fiscal de cada país. A proposta inclui cooperação internacional para troca de boas práticas, combate a práticas fiscais nocivas e criação de mecanismos anti-evasão.

Também incentiva a aplicação de sistemas tributários mais progressivos para reduzir desigualdades e financiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis. O grupo defende o debate contínuo sobre o tema em fóruns globais.

Inteligência Artificial

O G20 abordou os desafios da inteligência artificial, enfatizando uma regulamentação centrada no humano, ética, transparente e responsável. Foram debatidos os riscos associados à IA, como desinformação e privacidade, e defendido o uso da tecnologia para inclusão social, saúde e educação, com apoio à capacitação digital global.

Iniciativas em Saúde Global

O G20 reafirmou o papel central da OMS no fortalecimento da arquitetura de saúde global e na preparação para pandemias. Foi destacada a necessidade de sistemas de saúde resilientes, financiamento sustentável e acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos, especialmente para doenças negligenciadas. A criação de uma Coalizão para Produção Local e Regional busca ampliar o acesso a tecnologias de saúde.

Biodiversidade e Florestas

Foi reafirmado o compromisso com o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, visando a proteção de ecossistemas e a reversão da degradação florestal até 2030. O grupo destacou a necessidade de financiamento inovador para conservação, como o Fundo Tropical Forever Facility, e incentivou iniciativas de pagamento por serviços ambientais.

Reforma do Comércio Global

Foi reforçada a necessidade de modernizar a OMC, promovendo um sistema comercial multilateral baseado em regras, justo e sustentável. O G20 apoia uma reforma no sistema de solução de disputas acessível a todos os membros e destacou o papel do comércio para o crescimento econômico inclusivo e a realização dos ODS.

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11 Comentários
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Jorge Bender
18 de novembro de 2024 23:58

Tudo conversa fiada!
Nada será seguido pelos países.
Estes chefes de governo gostam mesmo é de um evento para viajar e aproveitar as mordomias que o cargo oferece.

César Alexandre Jardim Marques
19 de novembro de 2024 01:46

Taxação dos ultra-ricos? O Principado de Liechtenstein agradece ao Governo de Painho. A EXTREMA ESQUERDA comedora de abóbora, ajudando os paraísos fiscais a ficarem mais ricos.

Adalberto Meneguzzi
19 de novembro de 2024 01:54

No Brasil tem taxação até dos super pobres!

João Souza
19 de novembro de 2024 21:17

Mas o abostado do Vandeca acreditou !!!!!!

Vanderlei Ochoa
19 de novembro de 2024 10:55

É?

Denise Goulart de Munhós
19 de novembro de 2024 02:56

Só lorota!!

Vanderlei Ochoa
19 de novembro de 2024 09:52

Botei a direita no poder e o mundo continuará um caos, fome, miséria, guerras, devastação da natureza para cultivo de alimentos transgênicos, radicalismos e fanatismos. Parabéns ao BRICS e parabéns ao ESTADISTA LULA.

Eddie MegaIrritado
19 de novembro de 2024 10:14

Olha que fofos ! Confraternizando nesses encontros “faz-de-conta” (regados a boa comida e hospedagem cara) pra mostrar tanta virtuosidade e alinhamento à Agenda2030 satânica ! Com a grana e recursos que essess países têm, já teriam acabado com a fome há anos !! Vão T.N.C !!! Mas nenhum deles abre mão de seus “castelos”. É tanta demagogia que embrulha o estômago !! E o cachaceiro usando a tal gravata de R$ 1.092,00 ! ….. Mil reais por uma gravata !!! Mas vamos falar de fome e pobreza !

Gilmar Ropke
19 de novembro de 2024 11:01

Aquele véio de saia e meia branca, se der um peido molhado,….

João Souza
19 de novembro de 2024 21:09

É muita demagogia e maldade o que eles estão fazendo com o povo pobre, que acredita nas mentiras desses hipócritas, que vivem nababescamente com o dinheiro suado do pagador de impostos. Gostaria de saber quanto custou essa festinha, regada à cardápio requintado de milhares de dólares, pagos pelo contribuinte. E ainda tem umas Vandecas alopradas que batem palmas pras idéias do cachaceiro 51. Não sabem que ninguém vai cumprir acordo nenhum. É só conversa fiada e viagens turísticas.

Rogerio Zacher
19 de novembro de 2024 11:53

Que lindo tudo isso…kkk! Agora o salário mínimo em 2025 vai se chamar de Salário Máximo para poder combater a fome…vamos esperar pode ser que o povo vai conseguir comer a tal picanha e tomar uma cervejinha…

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