Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Bruno Laux | 28 de janeiro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A Defensoria Pública do RS oficiou a empresa Uber solicitando informações sobre os procedimentos adotados pela plataforma para a prevenção de casos de LGBTfobia. O requerimento, encaminhado nessa quarta-feira (28), foi apresentado diante do relato de agressões e ataques discriminatórios sofridos por assistidos da Defensoria na saída de um bloco carnavalesco, no último sábado (24), em Porto Alegre. A entidade solicita esclarecimentos sobre o Código de Conduta da plataforma e suas políticas antidiscriminação, além de critérios de gestão de motoristas, capacitação em direitos humanos e dados de violência contra a população LGBTQIAPN+, incluindo registros sobre a agressão aos foliões. A defensora Bibiana Veríssimo Bernardes, que assina o ofício, pontua que os episódios representam uma “falha grave na prestação do serviço, violadora da dignidade da pessoa humana e dos direitos básicos do consumidor à segurança e à proteção contra práticas abusivas”.
Alinhamento eleitoral
Deputados federais e estaduais do PL e do Progressistas no RS reuniram-se nesta semana para o alinhamento de estratégias eleitorais e do calendário de eventos com foco nas eleições de 2026. A agenda marca o início de uma série de encontros que passarão a ocorrer periodicamente, integrando a participação de lideranças dos dois partidos, com o objetivo de “fortalecer a construção de uma aliança política com partidos de direita”. As legendas, que mantêm Covatti Filho (PP) e Luciano Zucco (PL) como seus respectivos pré-candidatos ao governo gaúcho, pretendem definir em março quem concorrerá como cabeça de chapa. Segundo acordo entre as siglas, o partido que não liderar a candidatura poderá indicar o nome para vice-governador e uma vaga ao Senado Federal, de modo a equilibrar a composição da parceria.
Feminicídios em alta
Diante do número alarmante de episódios de feminicídio no Rio Grande do Sul, a deputada estadual Laura Sito (PT) encaminhou ao Executivo estadual um ofício solicitando o reconhecimento de estado de calamidade pública no território gaúcho. Desde o início de 2026, pelo menos 10 episódios dessa natureza foram contabilizados no Estado, somados a um número expressivo de tentativas de assassinato de mulheres. Laura argumenta que o cenário representa uma “emergência permanente” e alerta para o agravamento da situação com a proximidade do Carnaval, período historicamente marcado pelo aumento da violência de gênero. A parlamentar afirma que o decreto de calamidade viabiliza a adoção de medidas emergenciais, a flexibilização de procedimentos e a ampliação de investimentos essenciais, garantindo recursos, agilidade e coordenação do Poder Público. Para a petista, “o Estado não pode se omitir nem tratar como casos isolados aquilo que, na verdade, é um padrão sistemático”.
Feminicídios em alta II
Levantamento da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, da Assembleia Legislativa, aponta que o Rio Grande do Sul registrou mais de 1.280 feminicídios entre 2012 e 2025, chegando à média de uma mulher assassinada a cada quatro dias. O balanço, produzido com base em dados do Observatório da Violência contra a Mulher da Secretaria de Segurança Pública do RS, também aponta o total de 27,4 mil estupros contabilizados durante o período, o que representa mais de cinco mulheres violentadas por dia. Quando somados feminicídios tentados, feminicídios consumados, ameaças, estupros e lesões corporais, as delegacias gaúchas registraram aproximadamente 854 mil ocorrências de violência contra a mulher ao longo dos 13 anos. Presidente do colegiado, o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT) afirma que os índices evidenciam o caráter epidêmico deste tipo de violência no RS, que demanda investimento contínuo para seu enfrentamento.
Nova Ipiranga
Mais de 500 pessoas acompanharam nessa quarta-feira as duas audiências públicas para debater a Operação Urbana Consorciada Nova Ipiranga, projeto que visa à despoluição do Arroio Dilúvio e à revitalização de seu entorno, em Porto Alegre. A proposta prevê um investimento estimado em R$1,7 bilhão, abrangendo um perímetro de 1.625 hectares que se estende da foz do Guaíba até o Beco dos Marianos. Entre as principais intervenções estão a criação de um parque linear, a implantação de corredores verdes e melhorias estruturais em saneamento, drenagem e mobilidade. O financiamento será viabilizado por um aporte público inicial de R$202 milhões na chamada “Fase Zero”, complementado pela venda de potencial construtivo e arrecadação de impostos até 2050. Após o período de contribuições on-line, que segue aberto até 4 de fevereiro, o Executivo pretende encaminhar o projeto de lei à Câmara Municipal ainda em 2026. (Por Bruno Laux)
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