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Política Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo por Inteligência Artificial do pai seja pedido de voto e diz que respeitou a lei eleitoral

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Advogados do senador argumentam que vídeo não violou a lei eleitoral e que foi transmitido em evento fechado, a público determinado

Foto: Reprodução/YouTube

A defesa do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, negou que o vídeo criado por IA (Inteligência Artificial) e usado na convenção partidária do PL no último sábado (25), seja um pedido de voto do ex-presidente Jair Bolsonaro. A convenção realizada em São Paulo exibiu um vídeo produzido por IA para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Os advogados de Flávio argumentam ainda que o vídeo não violou a lei eleitoral, já que não ocultou o uso da tecnologia empregada e que o público foi avisado de que não se tratava da presença física, de transmissão ao vivo ou de gravação autêntica de Jair Bolsonaro.

Outro ponto citado pela defesa é que o evento foi fechado, submetido a prévio cadastramento, direcionado a um público específico e determinado (filiados, delegados, convidados), e não ao eleitorado em geral.

“Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro, com o apelo que nem de longe sequer tangencia o pedido explícito de voto, de que os convencionais “recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir”, menciona um dos trechos do documento.

Os advogados defendem ainda que se trata de uma representação gráfica que sempre foi utilizada na comunicação política.

“Ora, o avatar reclamado nada mais é do que a versão moderna e tecnológica daquilo que sempre foi usado em eventos partidários e eleitorais como bonecos de papel, imagens em cartazes e até em máscaras, camisas, com mensagens de apoio. Ou seja, o recurso utilizado equivale, funcionalmente, a uma representação audiovisual contemporânea, personagem digital ou ‘boneco’ tecnológico empregado para expressar mensagem declaradamente artificial” , prossegue.

As explicações foram dadas ao ministro Kássio Nunes Marques do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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2 Comentários
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Eloa Gute
28 de julho de 2026 15:19

Turma de meliantes!!!!

vanderlei stefani
28 de julho de 2026 15:00

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