Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2017
A defesa do ex-presidente Lula apresentou, nesta quarta-feira (19), documentos e informações prestadas pela OAS à Justiça para comprovar que o petista não é o dono do triplex do Guarujá, no litoral paulista.
Em meio à escalada de denúncias feitas contra Lula nas delações da Odebrecht, o advogado Cristiano Zanin Martins convocou a imprensa e disse que vai protocolar na Justiça Federal do Paraná documentos tirados da ação de recuperação judicial da OAS em que a empresa e um administrador judicial afirmam que o apartamento 164-A do edifício Solaris, atribuído pela Lava-Jato a Lula, pertence à companhia.
Para o MPF (Ministério Público Federal), o triplex foi um presente da OAS a Lula em troca de três contratos obtidos pela empreiteira junto à Petrobras. Segundo a defesa do ex-presidente, a tese da acusação não foi comprovada por nenhuma das 73 testemunhas que prestaram depoimento no processo.
O primeiro processo em que a OAS afirma ser dona do imóvel é uma ação de recuperação judicial que corre desde 2015 na 1ª Vara das Falências de São Paulo. Em março de 2016 e em janeiro deste ano, um profissional indicado pela Justiça para ser o administrador judicial da empresa escreveu em documentos oficiais que os apartamentos 143 e 164 do condomínio fazem parte do estoque de ativos da OAS e estão disponíveis para venda com o objetivo de pagar os credores da empresa. Neste processo, a primeira referência ao apartamento é ainda mais antiga: aparece em um documento de 2009 assinado por Léo Pinheiro, então presidente da empresa.
O segundo processo, que corre na 2ª Vara do Guarujá, cobra o proprietário do triplex do pagamento de dívidas do condomínio Solaris. Em fevereiro deste ano, a OAS apresentou sua defesa no processo, questionando o valor da dívida sem negar que seja a dona do imóvel. (AG)
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