Domingo, 18 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Definição de currículo nacional para educação gera contradição no governo

Compartilhe esta notícia:

Palácios reconhece que o nível de detalhamento é um dos pontos mais delicados do debate. (Foto: Reprodução)

A criação de um currículo nacional para a educação básica tem movimentado diferentes atores do governo federal – e não necessariamente na mesma direção.

No ano passado, a sanção do Plano Nacional de Educação deu um prazo para a construção do documento: até junho de 2016, a proposta de uma base nacional comum deve ser enviada ao CNE (Conselho Nacional de Educação), após processo de “consulta pública nacional”.

Antes mesmo dessa etapa, no entanto, o tema é alvo de divergências na Esplanada.

Encarregado da tarefa, o Ministério da Educação instituiu neste mês 29 comissões responsáveis por elaborar um primeiro esboço do currículo, a ser aplicado por escolas públicas e privadas do País.

Hoje, o ministério possui diretrizes, mas o conteúdo abordado em sala de aula é definido por escolas e redes.

A iniciativa do MEC reúne 116 consultores, entre professores da rede básica e pesquisadores de universidades, que irão indicar o que deve ser ensinado da educação infantil ao ensino médio.

O secretário Manuel Palácios (Educação Básica) reconhece que o nível de detalhamento é um dos pontos mais delicados do debate.

“Se for muito genérico, vai dar pouca orientação aos professores e elaboradores de material didático. Se for excessivamente detalhado, quase especifica o que deve ser dado em cada aula. As duas opções são ruins.”

A intenção é definir 60% do conteúdo e deixar o restante a critério das redes de diferentes regiões do País. O modelo é pensado pelo MEC a partir de disciplinas tradicionais como história, matemática e geografia.

Outra frente

Ao mesmo tempo, o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) vem consultando especialistas e conhecendo experiências para elaborar uma outra sugestão.

Unger defende um conceito mais “ousado”, incluindo aulas de raciocínio lógico e interpretação de texto nos anos finais da educação básica.

Recentemente, ele afirmou que é preciso “superar de uma vez por todas” a lógica “enciclopédica” nas escolas.

Em evento na quarta (24), o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, defendeu a atuação da pasta.

“Essa base nacional comum está sendo discutida por um grupo abrangente, com representantes dos Estados, dos municípios. E que se nutre de representantes qualificados. Não é um projeto de sábios externos ao mundo real”, afirmou.

A falta de consenso preocupa. “O que espero é que visões distintas e posturas ideológicas não tomem o lugar e imponham à juventude conteúdos e valores que lhes sejam estranhos”, afirma Luiz Roberto Alves, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.

O órgão será a instância final desse debate. (Flávia Foreque e Fábio Takahashi/Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Dilma defende liberdade de expressão em encontro com executivos de TV
Polícia Federal cumpre mandado de busca no apartamento do governador de Minas Gerais
Pode te interessar