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Brasil Delatora pode complicar chapa Dilma-Temer

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Mônica Moura tem que comprovar as acusações de caixa 2 na campanha de 2014 de Dilma e Temer. (Foto: Lula Marques/ Agência PT)

Mônica Moura, casada com o marqueteiro do PT, João Santana, disse em proposta de delação na Operação Lava-Jato que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega intermediou pagamento de caixa 2 para a campanha à reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Segundo a reportagem do jornal O Globo, Mônica disse ter recebido pelo menos 10 milhões de reais fora da contabilidade oficial. A defesa de Mantega e o coordenador jurídico da campanha de Dilma em 2014 negaram as acusações.

Caso a delatora consiga comprovar as acusações, ela vai complicar a situação da chapa presidencial Dilma Rousseff – Michel Temer na ação que pede a cassação dos mandatos e que corre no Tribunal Superior Eleitoral. Um investigador disse ao jornal Valor Econômico que Mônica tem oferecido uma série de informações das quais ainda faltam documentos para embasar – e, portanto, dificultam fechar as tratativas para o acordo de colaboração premiada.

Sócia de João Santana na Polis Propaganda e Marketing e responsável pela área financeira dos negócios, Mônica era a “pessoa da contabilidade paralela”, aponta a Lava-Jato. Em 2015, a Polícia Federal apreendeu na casa do lobista Zwi Skornicki uma carta escrita por Mônica na qual ela envia dados de conta bancária no exterior. (Letícia Casado/Valor Econômico)

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