Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2016
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) chorou muito na sexta-feira ao saber que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki havia revogado sua prisão. Ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio ficou detido durante 86 dias, sob acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato.
Da rotina frenética de um homem que participou das principais negociações políticas do governo e tinha livre acesso ao gabinete presidencial, Delcídio foi abandonado até mesmo por seu partido, o PT, que deve expulsá-lo em breve.
Na prisão, o petista leu a Bíblia e vários livros, como A Origem do Estado Islâmico, de Patrick Cockburn, e a autobiografia de Ron Wood, guitarrista da banda de rock Rolling Stones.
Delcídio passou o aniversário dele, de 61 anos, completados no último dia 8, o da mulher, Maika, e o de duas filhas, além do Natal e do Ano-Novo, recluso na Superintendência da Polícia Federal e no Batalhão de Policiamento de Trânsito. O advogado Luiz Henrique Machado, um dos defensores do senador, garantiu que ele não fará delação premiada. O inferno de Delcídio começou depois que o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró gravou uma conversa na qual o senador prometia procurar ministros do Supremo para libertar o antigo amigo. Na gravação, Delcídio chegou a sugerir um plano de fuga para Cerveró e uma mesada de 50 mil reais mensais para a família, o que foi interpretado como uma tentativa de negociar o silêncio do ex-diretor da estatal. (AE)
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