Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de julho de 2015
Porto Alegre registrou 69 casos de dengue no primeiro semestre, sendo 52 importados e 17 autóctones – contraído no local. Dos casos importados, um foi de Santo Ângelo e os demais de outros estados brasileiros. Dos casos autóctones, nove foram registrados no bairro Ipanema, e os demais distribuídos nos bairros Jardim Botânico (dois casos) e Bom Jesus, Floresta, Nonoai, Petrópolis, Rubem Berta e São José (um caso cada).
Os casos confirmados da doença mobilizaram diferentes equipes e serviços, tanto da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, responsável pelas ações de controle vetorial (controle do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti) e de acompanhamento da situação epidemiológica da doença na cidade, quanto da rede de serviços de atenção básica da Secretaria Municipal de Saúde e de outros órgãos da prefeitura.
Em 2015 foi verificado um aumento no número de casos autóctones de dengue em Porto Alegre, em relação ao ano passado. Essa situação reflete a condição observada no País, onde segundo dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, até a SE (Semana Epidemiológica) em 22 de 2014 (de 25 a 31 de maio), haviam sido notificados 429.813 casos de dengue (incidência de 211,9 casos/100 mil habitantes). Já neste ano, até a mesma SE (de 31/05 a 06/06), foram notificados 1.064.343 (incidência de 524,8 casos/100 mil habitantes), um aumento significativo do número de casos.
A técnica da Equipe de Vigilância Epidemiológica da CGVS Adelaide Pustai destaca que este grande aumento da incidência da doença no ano de 2015 se reflete diretamente na notificação de casos em nossa cidade, tanto de casos importados como na detecção de maior circulação viral, com a ocorrência de casos autóctones no município. Em Porto Alegre, até a Semana Epidemiológica 22 de 2014 haviam sido investigados 170 casos suspeitos de pacientes residentes na cidade, com 16 confirmações, sendo cinco autóctones. Em 2015, até a mesma SE, foram investigados 406 casos de pacientes residentes em Porto Alegre e 62 confirmados (destes, 17 autóctones).
É importante ressaltar, no entanto, que esses números ainda estão muito inferiores aos de cidades do mesmo porte em outras regiões do Brasil, onde um grande número de casos da doença tem sido registrado em todos os anos. “Esses resultados indicam a efetividade das ações de monitoramento vetorial, controle da transmissão e notificação na suspeita dos casos de dengue, que têm sido implementados em Porto Alegre desde 2010, quando os primeiros casos autóctones ocorreram na cidade”, esclarece a bióloga da Equipe de Roedores e Vetores da CGVS Maria Mercedes Bendati.
“Onde está o Aedes?”
Em fevereiro, a prefeitura lançou o site “Onde está o Aedes?”, que reúne todas as informações relativas à prevenção, controle e combate à dengue na cidade.
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