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Política Presidente do Supremo alerta para polarização e afirma que crises viraram “paisagem permanente” nas democracias

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Declaração foi feita nesta terça-feira durante evento no salão nobre do Supremo em celebração ao Dia Nacional da Defensoria Pública

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, fez um alerta nesta terça-feira (19) sobre o cenário das democracias contemporâneas e afirmou que crises deixaram de ser exceção para se tornar uma “paisagem permanente” da vida pública.

A declaração foi feita durante evento no salão nobre do STF em celebração ao Dia Nacional da Defensoria Pública. Durante a cerimônia, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a Defensoria Pública da União firmaram um acordo com o objetivo de identificar mais rapidamente crianças e adolescentes órfãos de feminicídio e garantir a eles acesso imediato à pensão especial.

No discurso, Fachin disse que o atual contexto global é marcado por instabilidade, polarização e pela dificuldade de construção de consensos. Segundo o ministro, “o conflito tornou-se a gramática cotidiana do Estado de Direito” e a polarização tem fragmentado acordos mínimos nas democracias.

“Os tempos como disse e repito são tempos interpelantes. A história está de volta. As crises deixaram de ser exceção para converterem-se em paisagem permanente da vida pública contemporânea. O conflito tornou-se a gramática cotidiana do estado de direito e das democracias”, afirmou o ministro.

“A polarização fragmenta consensos mínimos; a velocidade da informação dissolve fronteiras entre fato, opinião e espetáculo; e as forças de desagregação institucional e as forças da economia da atenção passaram a operar como verdadeiras turbinas da instabilidade”, prosseguiu.

“A polarização fragmenta consensos mínimos; a velocidade da informação dissolve fronteiras entre fato, opinião e espetáculo; e as forças de desagregação institucional e as forças da economia da atenção passaram a operar como verdadeiras turbinas da instabilidade”, prosseguiu.

Fachin também apontou o impacto da velocidade da informação e da chamada “economia da atenção”, que, na avaliação do ministro, contribuem para a instabilidade institucional ao misturar fato, opinião e espetáculo.

Diante desse cenário, Fachin afirmou que o Judiciário e as instituições são desafiados a refletir sobre o futuro do sistema de justiça. “Estamos sendo interpelados a responder que sistema de justiça iremos legar nos próximos 75 anos”, disse.

O ministro defendeu ainda que a preservação das instituições é um dos caminhos para garantir a democracia, mas ressaltou que elas não sobrevivem apenas pela sua estrutura formal.

Segundo ele, a sustentação do regime democrático depende também do compromisso das pessoas com a cultura da liberdade. Durante a cerimônia, Fachin reforçou o papel da Defensoria Pública no acesso à Justiça, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

Ele afirmou que a instituição é fundamental para cumprir o compromisso da Constituição de 1988 de não deixar desassistidos aqueles que não têm condições de acessar o sistema judicial. “A Defensoria Pública deve ser robusta, interiorizada e valorizada”, afirmou.

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Valmir
20 de maio de 2026 17:29

Isso tudo começou quando o Ministro presidente do STF anulou as condenações do amigo LULA para que se candidatar a presidência porque o FACHIN é de esquerda frequentou e discursou em eventos de DILMA ” a Anta burra”

Valmir
19 de maio de 2026 13:54

SR FACHIN , O POVO TÁ DE SACO CHEIO E MERDA DO STF INCLUSIVE AS ANULAÇÕES QUE O SR FEZ DA LAVA JATO REF AS CONDENAÇÕES DO LADRÃO CACHACEIRO, COLOCOU SUA BIOGRAFIA COMO PROFESSOR NA LATA DO LIXO, ENQUANTO OS MINISTROS DO STF TOMAREM ATITUDES CONTRA O POVO , SERÃO COBRADOS E CRITICADOS.

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