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Política Denúncia de “mensalão” eleva pressões sobre o presidente do Senado

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Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, afirma que desconhece o assunto. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) afirmou que entrará com uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e os senadores Davi Alcolumbre (União-AP) e Marcos do Val (Podemos-ES).

O motivo é a declaração de do Val de que teria recebido R$ 50 milhões do orçamento secreto como forma de “gratidão” por ter apoiado a candidatura de Pacheco à Presidência do Senado, 2021. O senador teria sido informado sobre os recursos por Alcolumbre, então presidente do Senado e articulador da campanha de Pacheco.

Na denúncia, Alessandro Vieira pedirá a apuração do papel dos três personagens. Ele também prometeu que na segunda (11), irá denunciar os parlamentares à Procuradoria-Geral da República.

Em suas redes sociais, Vieira publicou que “Distribuição de dinheiro público como gratificação por voto não é só imoral. É crime! Na segunda apresentarei representação ao PGR e ao Conselho de Ética do Senado em face dos senadores Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e Marcos Do Val, para que todos esses fatos sejam apurados”.

Recuo

Após a afirmação inicial de ter recebido R$ 50 milhões, Marcos do Val recuou e disse ter sido “mal interpretado”. Em uma transmissão nas redes sociais, ele negou ter recebido o dinheiro como “gratidão” por ter votado em Pacheco.
“Só posso acreditar que fui mal interpretado quando concedi uma entrevista por telefone. Jamais houve qualquer tipo de negociação política para a eleição do presidente Rodrigo Pacheco, que envolvesse recursos orçamentários. Afirmo com toda certeza que jamais aconteceu”, disse.

O senador disse ter feito referência à existência de critérios no Senado para indicações transparentes de recursos por senadores, inclusive elogiando a postura do presidente Pacheco nesse sentido. “Sobre as específicas indicações que fiz de emendas orçamentárias desde que assumi o mandato, isso é uma prerrogativa parlamentar, totalmente lícita, transparente, um compromisso que assumi quando eleito para ajudar o meu estado e municípios”, argumentou.

Ele encerrou afirmando que “todo o recurso orçamentário recebido foi destinado ao Espírito Santo e, por iniciativa própria, sempre foram informados na sua integralidade ao Ministério Público do ES. Peço desculpas por eventual mal-entendido.”

O senador Rodrigo Pacheco não se pronunciou sobre o assunto. Entretanto, a assessoria dele destacou que se tratava de uma informação “confusa”. Davi Alcolumbre também não se manifestou.

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