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Brasil Denunciado por homicídio, o Doutor Bumbum pode pegar até 30 anos de prisão

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O médico, inscrito nos conselhos regionais de Medicina do Distrito Federal e do Estado de Goiás, atuava irregularmente no Rio. (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Rio apresentou denúncia contra o médico Denis Furtado, o Doutor Bumbum, por homicídio doloso pela morte da empresária Lilian Calixto, no mês passado, depois de realizar um procedimento estético no apartamento do médico. Ele pode pegar até 30 anos de prisão.

Também foram denunciadas pelo crime a médica Maria de Fátima Barros Furtado, mãe do Doutor Bumbum, a secretária e namorada dele, Renata Fernandes Cirne, que está grávida, e sua empregada doméstica, Rosilane Pereira da Silva.

A denúncia afirma que o médico, inscrito nos conselhos regionais de Medicina do Distrito Federal e do Estado de Goiás, atuava irregularmente no Rio sem possuir qualquer especialização que o habilitasse para o procedimento estético de bioplastia, que foi realizado em Lilian Calixto. Já a mãe de Denis, que tem registro cassado pelo Cremerj, apresentava-se como médica e atuava com o filho nos procedimentos cirúrgicos, captando pacientes e orientando-as quanto à quantidade de produto a ser injetada.

Ainda de acordo com a denúncia, os quatro foram enquadrados no artigo 121 do Código Penal – matar alguém mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe. A pena prevista é de doze a trinta anos de reclusão, caso a justiça reconheça o dolo eventual, quando o indivíduo assume o risco de morte.

Lilian Calixto passou por uma bioplastia de aumento dos glúteos, com injeções de PMMA, uma substância química, em quantidades acima da recomendada. A empresária morreu devido a uma complicação por causa da intervenção.

Alerta nos EUA

Um grupo de associações americanas de cirurgiões plásticos divulgou um alerta sobre os riscos do “Brazilian butt lift” (aumento de bumbum brasileiro), procedimento que aumenta as nádegas usando a gordura da própria paciente e que se popularizou nos Estados Unidos.

A operação é diferente da aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato), usada na bancária Lilian Calixto, que morreu após complicações em cirurgia realizada pelo médico Denis Cesar Barros Furtado. No caso do ‘Brazilian butt lift’, a gordura primeiro é retirada por lipoaspiração de outra região do corpo e depois injetada no bumbum.

De acordo com os médicos, trata-se da cirurgia estética mais perigosa de todas: a cada cerca de 3.000 pessoas que realizam o procedimento, uma morre. A embolia pulmonar é a principal causa de morte decorrente da intervenção, segundo especialistas.

A abdominoplastia (cirurgia plástica na barriga), em segundo lugar no ranking de cirurgias mais arriscadas, mata uma pessoa a cada 13 mil que se submetem à intervenção, em média, de acordo com as associações.

Nos últimos quatro anos, a demanda pela cirurgia de aumento de bumbum dobrou nos Estados Unidos, segundo Peter Rubin, professor da Universidade de Pittsburgh e vice-presidente de finanças da ASPS (Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos). Desde 2000, o crescimento foi de 254%.

Em 2017, foram mais de 20 mil procedimentos, grande parte deles nos estados da Flórida e da Califórnia. Pode custar de R$ 4.000 (cerca de R$ 15 mil) a US$ 5.000 (mais de R$ 18 mil), segundo dados da ASPS.

 

 

 

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