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Por Redação O Sul | 28 de maio de 2017
Em meio à maior crise do governo de Michel Temer, ministros de sua gestão podem ser alvos de novos pedidos de inquérito, desta vez decorrentes da delação do grupo JBS. Os depoimentos dos delatores, revelados neste mês, envolvem de forma significativa ao menos seis ministros em denúncias de propina e caixa 2.
Apesar de a delação já ter sido tornada pública, a PGR (Procuradoria-Geral da República) ainda analisa as informações. Se encontrar irregularidades, o procurador-geral Rodrigo Janot pedirá ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquéritos.
Entre ministros, as acusações mais incisivas miram Gilberto Kassab, titular da Ciência e Tecnologia. Um dos donos da JBS, Wesley Batista, disse ter pago mensalmente 350 mil reais a uma empresa ligada a Kassab, por meio de contratos superfaturados de aluguel de caminhões, desde 2010.
Outro delator, Ricardo Saud, disse que, na campanha de 2014, Kassab embolsou 7 milhões reais pagos pela JBS dentro de um acordo entre PT e PSD, do qual o ministro é fundador. Esse montante, disse, foi pago por meio de notas frias.
Caso recente
Joesley Batista disse que pagou no fim de março, quando já negociava delação, o atual titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira. O empresário disse que foi acertada uma propina de 6 milhões de reais referentes à liberação de um empréstimo.
Outros dois relatos envolvendo ministros são relacionados à campanha de 2014. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, teria recebido 200 mil reais em dinheiro vivo no pleito daquele ano, quando concorreu a deputado federal.
Já o peemedebista Helder Barbalho, titular da Integração Nacional, supostamente teve a sua campanha ao governo do Pará financiada com propina e caixa 2. Os delatores também mencionaram Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).
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