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Brasil Depois de beneficiários dormirem nas portas de agências da Caixa, o presidente da instituição disse que mudará o calendário da segunda parcela do auxílio emergencial para minimizar as aglomerações

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Filas formadas por beneficiários se repetiram por todo o Brasil nos últimos dias. (Foto: Roberto Parizotti/FotosPublicas)

O novo calendário de pagamento do auxílio emergencial ainda será discutido com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e apresentado ao presidente Jair Bolsonaro antes de ser divulgado. Ao todo, 96,9 milhões de pessoas fizeram o cadastro para receber o benefício de R$ 600. Deste contingente, cerca de metade – 50,1 milhões – teve o cadastro aprovado e receberá a primeira parcela.

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, 80% dos beneficiários foram até a agência sacar e apenas 20% fizeram transferência ou pagamentos digitais. O executivo disse que está conversando com prefeituras e pediu apoio para organizar áreas externas das agências. A Caixa Federal se ofereceu para distribuir máscaras para a população em suas agências.

Na sexta-feira (1º), Guimarães disse que a ideia é evitar sobreposição entre o pagamento do Bolsa Família e do auxílio emergencial para reduzir a demanda. Ele disse que, nesta semana, houve pagamento concomitante do programa e do auxílio emergencial, tanto via contas digitais quanto para saque em espécie.

“Não há condição de misturar pagamento do Bolsa Família com o das contas digitais. Vamos minimizar filas no segundo pagamento do auxílio emergencial”, afirmou. “Estamos fazendo o maior pagamento do Brasil e talvez do mundo neste momento. Cinquenta milhões de brasileiros receberam recursos nos últimos 20 dias”.

Os beneficiários chegaram a dormir na porta de agências da periferia de São Paulo e filas se repetiram por todo o Brasil nos últimos dias. Com o início do pagamento do benefício, as portas das agências da Caixa viraram local de peregrinação de um exército de brasileiros que viu a pouca renda que tinha sumir com a pandemia.

“Sabemos que houve aglomeração grande nesta semana, estamos agindo para resolver. Não há possibilidade de pagar 50 milhões de pessoas em três semanas sem fila, não vou prometer”, concluiu.

Ele frisou que o calendário do Bolsa Família não mudará e o benefício continuará sendo pago nos últimos dez dias do mês. Guimarães disse que a demanda nas agências têm sido enorme e que a maioria das pessoas vai para a agência pedir informação, e não para sacar o auxílio. “O próximo calendário levará em conta tudo o que está acontecendo agora. Entendemos a necessidade e o desespero das pessoas por esses recursos”, afirmou.

Intensidade

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse neste sábado (2), que este dia foi “intenso” nas agências do banco pelo país para o pagamento de auxílio emergencial. Foram pagos mais de um milhão de pessoas pelo aplicativo do banco.

Em balanço apresentado por Guimarães hoje pela internet, ele contou que o banco já disponibilizou R$ 35,5 bilhões em auxílio emergencial até este sábado, distribuídos por pessoas no Bolsa Família, cadastro único e aplicativo/portal do banco.

Guimarães contou que, neste sábado, as filas davam voltas no quarteirão em frente às agências do banco pelo país, mas o banco público conseguiu resolver rapidamente esta questão. Ele contou que visitou agências em Goiás e no começo da tarde já não havia mais filas nas agências.

“Estamos fazendo cadastramentos nas filas para diminuir tempo das pessoas nas agências”, disse o presidente, contando que muitas pessoas carentes precisaram de ajuda para entender o aplicativo. Todas as agências da Caixa serão abertas às 8 horas nesta segunda-feira (4), disse ele.

“Pagamos mais de um milhão de pessoas hoje pelo aplicativo”, disse. Além disso, um milhão de pessoas sacaram seus auxílios nos ATMs do banco e lotéricas.

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