Domingo, 05 de Abril de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
15°
Fair

Brasil Depois de saborear miojo no Japão, Bolsonaro foi a churrascaria na Arábia Saudita

Em Tóquio, presidente rejeitou comida japonesa e preferiu macarrão instantâneo. (Foto: José Dias/PR)

As brasileiras Marcela Salazar, Marina Rossi e Juliana Schamusca viajaram 200 km com os três filhos pequenos para ver o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em Riad, capital da Arábia Saudita.

Elas vivem em Harmah, cidade-sede do time de futebol Al Faisaly, onde seus maridos trabalham. O treinador, toda a comissão técnica e quatro jogadores da equipe da primeira divisão do futebol saudita são brasileiros.

As três esperavam pelo presidente em uma churrascaria em um hotel em Riad onde Bolsonaro decidiu almoçar com sua comitiva em uma agenda privada longe da imprensa, mas que foi descoberta pela Folha de S.Paulo.

O rodízio na recém-inaugurada churrascaria Wildfire custa 170 sars (moeda local), o equivalente a R$ 188. Cada membro da comitiva está pagando sua conta, segundo o Planalto. Também foi levado um bolo para o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que faz aniversário.

Ao saber da presença das brasileiras no restaurante, Bolsonaro fez questão de levantar da mesa para cumprimentá-las. Tirou fotos e fez vídeos com mensagens a parentes e amigos.

“Fizemos muita campanha para ele na internet”, contou Marina, que se declarou “bolsonarista”. Juliana disse que já votou em Lula, mas acabou desistindo do PT e escolhendo Bolsonaro na última eleição por causa da “corrupção que tomou conta do país”.

Elas trouxeram um presente para o presidente: uma camisa do time Al Faisaly com o nome Bolsonaro. Na China, o presidente entregou ao dirigente chinês Xi Jinping um blusão do Flamengo.

Hotel

Um capuccino custa R$ 82 no hotel escolhido pelo governo dos Emirados Árabes Unidos para hospedar o presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva — o Emirates Palace, em Abu Dhabi, capital do país.

O preço, cerca de oito vezes o que a bebida custa no Brasil, se justifica em parte pela grife — o hotel venceu neste ano como o mais luxuoso do Oriente Médio no World Travel Awards e já levou duas vezes a categoria de mais luxuoso resort do mundo —, mas também pelos ingredientes: leva flocos de ouro de 23 quilates (96% puro).

Até 5 quilos do metal precioso são usados todos os anos na decoração de pratos, sobremesas e drinques. É ele que substitui o gergelim, por exemplo, sobre o pão do hambúrguer de carne de camelo, ou boia dentro de garrafas de água mineral dentro dos quartos.

Já as imensas moedas que servem como chave para os quartos e as áreas privadas são falsas, de plástico.

De propriedade do governo emiradense e administrado pela cadeia alemã Kempinski, o Emirates é um palácio com um quilômetro de extensão de uma ponta a outra e um domo central de 72,6 metros de altura.

Revestido internamente de mármore importado de 13 países (nas paredes, no corrimão das escadas e nos pisos cobertos por tapetes persas), tem 1.002 lustres de cristal, alguns fabricados pela marca austríaca Swarovski — o maior deles pesa 2,5 toneladas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

A Volkswagen pôs funcionários em férias coletivas após queda nas exportações para a Argentina
Após registrar temporais e rajadas acima de 100 quilômetros por hora, o Rio Grande do Sul deve ter mais chuva nesta quarta-feira
Deixe seu comentário
Pode te interessar