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Curiosidades Depois de visitante danificar quadro na Galeria Uffizi, museus europeus estudam medidas para conter turistas e selfies

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Visitantes na Galeria Uffizi, no centro histórico de Florença, na Itália. (Foto: Divulgação)

Mais um verão de confusões provocadas pelas selfies na Europa. No último dia 21, na Galeria Uffizi, em Florença, na Itália, um visitante deu um passo para trás e caiu sobre um quadro enquanto tentava posar como o personagem da obra, Ferdinando de Médici, grão-príncipe do século XVII e patrono das artes.

Para o diretor da Galeria Uffizi, essa foi a gota d’água. E ele não está sozinho em sua frustração. Nesta primavera setentrional, no Palazzo Maffei, em Verona, também na Itália, outro visitante quebrou uma cadeira coberta de cristais Swarovski em uma tentativa malsucedida de se sentar na obra para tirar uma foto banal. Para posar, o homem, ao que parece, esperou que os vigias do salão saíssem. E, neste mês, funcionários do Museu do Louvre, em Paris, começaram uma greve não autorizada para protestar, em parte, contra a superlotação e as dores de cabeça causadas por turistas que tiram selfies.

Para o diretor da Galeria Uffizi, essa foi a gota d’água. E ele não está sozinho em sua frustração. Nesta primavera setentrional, no Palazzo Maffei, em Verona, também na Itália, outro visitante quebrou uma cadeira coberta de cristais Swarovski em uma tentativa malsucedida de se sentar na obra para tirar uma foto banal. Para posar, o homem, ao que parece, esperou que os vigias do salão saíssem. E, neste mês, funcionários do Museu do Louvre, em Paris, começaram uma greve não autorizada para protestar, em parte, contra a superlotação e as dores de cabeça causadas por turistas que tiram selfies.

“O problema dos visitantes que vão aos museus para fazer memes ou tirar selfies para as redes sociais está saindo de controle”, disse Simone Verde, diretor do Uffizi, em um comunicado.

Os museus europeus vêm enfrentando dificuldades para lidar com os aspectos problemáticos de suas atrações populares. Precisam proteger sua coleção da onda crescente de visitantes de verão que lotam as galerias e produzem conteúdo incessante para as redes sociais. Além disso, muitos desses espaços vêm sendo usados como refúgios para escapar do calor, graças ao raro ar-condicionado continental presente em alguns edifícios históricos — independentemente de o interesse dos visitantes estar, de fato, voltado para a arte e a cultura.

Os episódios recentes, ocorridos no início da alta temporada turística, chamaram a atenção para um problema já antigo: turistas demais com celulares em excesso. Os museus ainda não conseguiram encontrar um equilíbrio seguro, apesar de seus melhores esforços.

“Esse problema de turistas danificando obras de arte está acontecendo cada vez mais”, afirmou Marina Novelli, diretora do Centro de Pesquisa Avançada em Turismo e Viagens Sustentáveis da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.

Ela acrescentou que, anteriormente, os turistas vinham para ver suas pinturas favoritas pessoalmente, mas que agora vêm com uma “lista de selfies” de pinturas ou lugares que querem fotografar — ou ser fotografados na frente deles — para criar cartões-postais personalizados da viagem. “Essa atitude diz mais sobre a necessidade de compartilhar, não necessariamente a experiência, mas o fato de poder dizer ‘eu estive lá’.”

Não são apenas os museus que estão sofrendo com o peso de seu apelo. As cidades europeias também estão buscando encontrar um equilíbrio entre receber visitantes e proteger os residentes na era do turismo de massa.

Os celulares são parte significativa do problema, já que os turistas se aglomeram, saltam e até fazem acrobacias para conseguir a foto perfeita. O uso constante dos aparelhos também distrai os pais acompanhados de crianças curiosas, o que aumenta o risco de danos às obras de arte. Situações assim, aliás, já ocorreram nos últimos meses. Além disso, alguns museus se transformaram em palcos de protesto. Ativistas climáticos atacaram obras com tinta, cola e até sopa, em uma tentativa de chamar atenção para os perigos das emissões descontroladas de carbono. Em todos os casos, os próprios manifestantes registraram os atos com seu celular e os divulgaram nas redes sociais.

“Os museus caminham em uma linha muito tênue entre acessibilidade e preservação”, observou Novelli. Ela sugeriu que as instituições abordem o problema com uma série de medidas, como barreiras físicas “sutis, mas eficazes”, áreas determinadas para selfies, sistemas de alerta e melhor sinalização.

Em Verona, funcionários do museu divulgaram um vídeo obtido pelas câmeras de circuito fechado de televisão mostrando a cadeira cravejada de brilhantes desmoronando sob o peso do turista, na esperança de identificar o responsável pela destruição e incentivar um comportamento mais adequado. Também disseram ter planos para proteger a cadeira com uma caixa de acrílico.

Verde, da Uffizi, prometeu “estabelecer limites muito precisos” e desenvolver prevenções para esse tipo de comportamento. A galeria não compartilhou com o “The New York Times” as imagens do episódio e se recusou a especificar os limites que pretende impor aos turistas no futuro.

Por enquanto, o episódio estragou o que deveria ter sido um mês festivo para a Galeria Uffizi, que acabara de comemorar a desmontagem de um guindaste feio que pairava sobre ela havia quase duas décadas.

Mas se espera que a pintura sobreviva. O museu afirmou que a obra foi “levemente danificada” e precisará ser restaurada. Informou também que o quadro logo voltará a ser exibido em uma exposição sobre o século XVII. As informações são do jornal The New York Times.

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