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Geral Deputada federal Erika Hilton pede a suspensão do Programa do Ratinho após fala transfóbica e entra com processo contra o apresentador

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A deputada federal Erika Hilton está processando o apresentador Ratinho pelas falas transfóbicas. (Foto: Lula Marques/ABr)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu a suspensão, por 30 dias, do Programa do Ratinho, exibido no SBT. A solicitação foi feita diretamente ao Ministério das Comunicações. A parlamentar alega que o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, cometeu o crime de transfobia ao vivo na edição da última quarta-feira (11).

Erika Hilton diz que houve uso de veículo de radiodifusão, que é uma concessão pública, para propagar crimes contra a comunidade LGBTQIA+. E, diante disso, o fato exige uma resposta contundente.

“As declarações proferidas pelo apresentador não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional acerca da atuação da parlamentar, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, diz o ofício.

A deputada está processando o apresentador Ratinho pelas falas transfóbicas ditas em seu programa no SBT. “Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa pra dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”, escreveu a deputada em seu perfil na rede social X.

Ratinho, em seu programa, comentou o fato de Hilton ter sido eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

“Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”, disse o apresentador no auditório de seu programa.

Ratinho continuou e declarou que não tem nada contra pessoas trans, mas que não concorda com a decisão tomada na Câmara.

“Se tem outras mulheres lá, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente! Eu respeito todo mundo que tem comportamento diferente. Tá tudo certo! Agora, mulher tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três quatro dias”.

O apresentador terminou seu monólogo falando “ser contra” a indicação da deputada para o cargo. “Acho que devia deixar uma mulher ser presidente da comissão das mulheres”.

Em seu post nas redes, Erika escreveu ainda que “este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram. Foi contra todas as mulheres cis que nunca tiveram útero ou, por condições de saúde, como o câncer, precisaram removê-lo”.

Para a deputada, o discurso do apresentador do SBT “foi sim para me atacar e atacar as pessoas trans”.

Erika, em seu texto, informou ainda que tanto Ratinho quanto o SBT “pagarão pelos seus atos na esfera cível e criminal”. Ela finalizou afirmando que “eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato”.

A deputada também afirmou que entrou em contato com a filha de Silvio Santos Daniela Abravanel, que preside a emissora. “Enviei uma carta e entrei em contato com a Presidenta do SBT, Daniela Abravanel, buscando um diálogo sobre a necessidade de medidas a serem adotadas pelas emissoras. Ela me atendeu prontamente, conversamos, e reforçou que as declarações do apresentador Ratinho não representam a opinião do SBT.”

Nota

O SBT, que é citado pela deputada, se manifestou através de nota sobre as declarações de seu apresentador.O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”.

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