Sábado, 04 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2025
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um placar de apoio no Senado ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viu que está longe de conseguir os 54 votos necessários para cassar o magistrado. Identificou 34 senadores a favor, 19 contra e 28 indefinidos. Ao divulgar a lista, expôs o dilema de um dos maiores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro: o voto do presidente do PP, Ciro Nogueira, aparece como “indefinido”.
Ministro da Casa Civil no governo anterior, Nogueira foi o responsável pelo armistício de Bolsonaro com o Centrão. Embora defenda o ex-presidente com “unhas e dentes”, ele fez ao longo dos últimos anos diversos acenos ao centro. No passado, chegou a ser aliado de primeira hora do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Procurado, ele não comentou.
Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o tarifaço contra o Brasil que melhorou a popularidade de Lula e colocou o bolsonarismo contra a parede, a direita vive um racha. O próprio Nikolas foi duramente criticado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que cobrou mais empenho do correligionário para defender Bolsonaro.
O bolsonarismo tenta ampliar a pressão sobre Moraes após o ministro ser sancionado pelos EUA com a Lei Magnitsky, que impõe sanções financeiras a agentes públicos envolvidos em casos de corrupção e graves violações de direitos humanos. Abertura de processo de impeachment, contudo, depende de decisão do presidente do Senado, hoje Davi Alcolumbre (União-AP). Essa possibilidade é considerada remota no mundo político, a não ser que o bolsonarismo consiga maioria na Casa nas eleições de 2026.
Motivos
Dentre os motivos citados pelo deputado para protocolar o pedido de impeachment, estão acusações de que Alexandre de Moraes pratica “ativismo judicial”, “violação de direitos humanos” e “medidas abusivas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além de acusações de “censura e perseguição ideológica”.
Para Nikolas, o inquérito sobre tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 foi conduzido de forma “totalmente parcial, ignorando provas e garantias, com penas desproporcionais, sem direito à ampla defesa”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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