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Brasil Deputado pediu 150 milhões de reais para comprar 30 votos contra o impeachment de Dilma, disse o dono da JBS/Friboi

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Joesley disse que não lembra os nomes dos deputados com votos comprados. (Foto: Reprodução)

O empresário Joesley Batista, dono da JBS/Friboi, afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) pediu para ele 150 milhões de reais para comprar votos contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Joesley e o irmão Wesley Batista fecharam acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava-Jato. O conteúdo dos depoimentos já foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e o sigilo das informações, retirado e divulgado.

Segundo o dono da JBS, em 16 de abril de 2016, um dia antes da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, Bacelar o procurou em casa. Nessa conversa, o deputado apresentou uma lista com os nomes de 30 deputados e disse que precisava de 5 milhões de reais para comprar os votos de cada um deles.

“João [Bacelar] apareceu lá em casa e disse: ‘Quem me deu seu endereço foi o Antônio Carlos’ [ex-ministro dos Transportes de Dilma]. Ele falou: ‘Joesley, a gente precisa comprar uns deputados lá pra ganhar a eleição [a votação do impeachment]'”, disse o delator aos investigadores.

Joesley, então, disse ter ficado surpreso com o pedido do deputado e perguntou o que ele tinha “a ver com isso”.

Diante do pedido de Bacelar, Joesley respondeu ao deputado que não tinha condições de comprar 30 deputados e autorizou que ele negociasse os votos de cinco deputados, ao valor de 3 milhões de reais cada.

Joesley afirmou ainda, no depoimento à PGR, que solicitou os nomes dos cinco deputados porque iria ver, na televisão, se, de fato, os parlamentares votariam contra o impeachment. Ele diz que não lembra os nomes desses cincodeputados porque eram do “baixo clero”.

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